Professores públicos se destacam durante greve geral em Brasília e cidades-satélites

Categoria parou 70% das escolas públicas do Distrito Federal. Diretores do sindicato sugerem que reforma da Previdência seja discutida em sala de aula

Os professores públicos do Distrito Federal figuram entre os principais destaques da greve geral desta sexta-feira (14) na capital do país e suas regiões administrativas. De acordo com dados do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), aproximadamente 70% das 792 instituições públicas de ensino pararam as atividades hoje.

A adesão foi geral na rede pública de ensino e em praticamente todas as regiões administrativas as escolas ficaram fechadas. No início da tarde, após se reunirem em assembleia, os professores decidiram ficar em estado de alerta até a reunião que terão na próxima semana com o governador, Ibaneis Rocha.

Além dos protestos contra a reforma da Previdência e por mais recursos para a educação, eles também aproveitaram o dia para se manifestar contra a proposta do governo distrital de acabar com as pecúnias do funcionalismo local.

A sugestão foi anunciada pelo governador, algumas semanas atrás, com o argumento de que, em tempos de ajuste fiscal, não há como a administração do DF manter tal benefício, que atende hoje 1.850 trabalhadores. Os docentes protestam, ainda, contra uma segunda proposta, em estudo, que prevê a extinção de licenças-prêmio para os servidores públicos da capital do país.

Segundo a diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), Rosilene Corrêa, integrante da comissão de negociação, na assembleia realizada esta manhã os professores lançaram campanha intitulada “Fora Weintraub”, numa alusão ao atual ministro da Educação, Abraham Weintraub, e de protesto ao corte de verbas na área.

Conforme explicou Rosilene, os professores estão sendo fortemente atingidos pela reforma da Previdência, motivo pelo qual estão participando da greve geral com força. “Participaremos de qualquer ato ou mobilização de combate à reforma”, afirmou ela.

A diretora do Sinpro-DF também lembrou que, no caso específico dos professores do DF, eles estão no quarto ano sem reajuste salarial.  “O calendário da categoria é de luta. As coisas não se encerram hoje, temos muita luta pela frente”, ressaltou Rosilene, destacando considerar importante que os docentes “levem a questão da reforma da Previdência para debate dentro do ambiente escolar. É uma questão que atinge a todos os trabalhadores”, reiterou.

Fazem parte das reivindicações dos professores do DF a discussão de questões como retirada de direitos do magistério público, nomeação de professores aprovados em seleções públicas, novos concursos para a categoria, pagamento das aposentadorias e manutenção da licença prêmio.

Assim como a regularização do pagamento do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira para as escolas, plano de saúde para os docentes e  equiparação salarial com as demais categorias de nível superior do DF.

Fonte: RBA

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