Professores do CAIC Santa Paulina, do Paranoá, fazem ato contra a violência

Professores(as) e estudantes do CAIC Santa Paulina, no Paranoá, têm sofrido com a falta de segurança nas proximidades da escola. Nas últimas 48h, duas tentativas de invasão do CAIC foram registradas. Na primeira, ocorrida na segunda-feira (12), três pessoas armadas com facões abordaram professores(as) durante a manhã, no momento que chegavam à escola, e tentaram entrar no colégio. No dia seguinte (13), um criminoso invadiu o CAIC por volta das 13h40, rendeu uma professora no estacionamento e após tomar a bolsa, tentou sair com o carro da educadora. Como não conseguiu, invadiu as dependências do CAIC atrás da professora e só fugiu quando estudantes começaram a gritar.
Diante de toda esta insegurança, professores, estudantes do CAIC e a comunidade escolar realizam um ato nesta sexta-feira (16), de 8h às 11h, reivindicando mais segurança nos arredores das escolas públicas da região administrativa.
A insegurança nas escolas do Paranoá tem aumentado a cada dia. Em 2017 um estudante foi assassinado dentro de uma sala de aula do Centro de Ensino Fundamental Zilda Arns. Em outro caso registrado no mesmo ano, outro aluno foi baleado quando saía do Centro de Ensino Médio 01. Após os crimes uma reunião entre a comunidade escolar, a administração do Paranoá e representantes da Polícia Militar foi feita, mas nenhuma atitude foi tomada.
Para o diretor do Sinpro Ticho Bastos, a comunidade cobra a presença do Batalhão Escolar, que é o responsável pela segurança nas proximidades das escolas. “A violência, principalmente depois do golpe, está batendo na porta de todos com o aumento da miséria e da desigualdade. Isto faz com que a violência seja potencializada. O Batalhão Escolar precisa ser reforçado para que estudantes e os professores tenham mais segurança”, analisa o diretor.

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