Professores anunciam Greve Nacional contra o desmonte da aposentadoria

    No dia 15 de maio, professores e professoras de todo o país se unirão na Greve Nacional da Educação. A mobilização é um protesto unificado contra a reforma da Previdência (PEC 6/2019), que atinge em cheio toda a classe trabalhadora, em especial, o magistério público.

    A atividade foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e diversos atos estão sendo organizados nos quatro cantos do Brasil. Em Brasília, a mobilização começará a partir das 10h, com concentração no Museu Nacional da República. O objetivo é rechaçar a proposta e realizar o diálogo direto com a população para alertar sobre os retrocessos que a reforma da Previdência representa.

    O diretor do Sinpro-DF Cláudio Antunes explica que apesar de manter as regras especiais para os(as) professores(as), a reforma traz mudanças drásticas para a aposentadoria da categoria. O texto possui sérios condicionantes que fazem com que seja neutralizado qualquer efeito atenuante da aposentadoria especial. Dessa forma, os(as) professores(as) precisam trabalhar até 40 anos para ter direito a uma aposentadoria integral.

    Atualmente, professores(as) da rede pública podem pedir a aposentadoria após 25 anos (mulheres) e 30 anos (homens) de contribuição, desde que tenham exercido, exclusivamente, funções de magistério. Sendo que a idade mínima é de 50 anos para mulheres e 55, para homens. As mulheres professoras do setor público serão o segmento profissional que sofrerá maior impacto na reforma, podendo ter que trabalhar por até 15 anos a mais antes de obter o benefício. Nos últimos dois anos, o cenário é de total desmonte e extinção de políticas que garantem uma educação pública, gratuita e de qualidade como, a desvalorização do trabalho docente, a criminalização do conhecimento e a redução de investimentos em educação. Por esse motivo, além da luta contra a reforma da Previdência, na Greve Nacional da Educação será engrossada também a mobilização por temas que incluem o cumprimento das 21 metas do Plano Distrital de Educação (PDE), em especial, a meta 17, que trata da valorização profissional, construção e reforma de creches e escolas, nomeação de orientadores educacionais, abertura de concursos públicos, a luta contra a militarização e muito mais.

    “A classe trabalhadora brasileira está vivendo um completo Estado de exceção em que os ataques são contra todos os direitos trabalhistas, sociais e até humanos. E essa reforma vem para consumar ainda mais esse desmonte. Cabe a nós resistirmos, lutarmos e disputamos uma sociedade justa, com distribuição igualitária, com direitos conquistados e uma educação pública, plural e de qualidade. Por isso, é fundamental a participação de todos trabalhadores em educação para barramos os retrocessos. Todos juntos, rumo a Greve Nacional da Educação”, conclama a diretora do Sinpro Rosilene Corrêa.

    Participam da Greve Nacional da Educação:

    Associação de Pós-graduação e Pesquisa em Educação – ANPED
    Associação Brasileira de Currículo – ABdC
    Associação Brasileira de Ensino de Biologia – SBEnBio
    Associação Brasileira de Ensino de Biologia – SBEnBio
    Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências – ABRAPEC
    Associação Nacional de História – ANPUH
    Associação Nacional de Política e Administração da Educação – ANPAE
    Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia – ANPOF
    Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação – ANFOPE
    Centro de Estudos Educação e Sociedade – CEDES
    Fórum dos Coordenadores Institucionais do PIBID e do Residência Pedagógica – Forpibid-rp.
    Movimento Nacional em Defesa do Ensino Médio
    Rede Latino-Americana de Estudos sobre Trabalho Docente – Brasil – REDESTRADO
    Sociedade Brasileira de Ensino de Química – SBEnQ

    Sindicatos estaduais e municipais de professores