No Dia Internacional dos Enfermeiros, Sinpro-DF convida a categoria para um gesto de gratidão

No Dia Internacional do Trabalhador (1º/5), bolsonaristas foram à Praça dos Três Poderes para agredir enfermeiros(as) que protestavam contra os baixos salários e as péssimas condições de trabalho, principalmente, neste momento de pandemia do novo coronavírus. Como todo o mundo, nós, professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino ficamos indignados.
 
Hoje (12/5), Dia Internacional da Enfermagem, vimos aqui homenagear a categoria dos(as) enfermeiros(as) e registrar o mais do mesmo, ou seja, assim como todas as pessoas do mundo, os(as) aplaudimos de pé e exigimos o seu reconhecimento profissional com salários e condições dignas de trabalho, como acontece em quase todos os países. O Sinpro-DF também aplaude de pé a garra e a firmeza desta categoria de profissionais que não abaixa a cabeça para o fanatismo fundamentalista e nem se intimida com ameaças fascistas.
 
Não é à toa que está na linha de frente de uma das piores pandemias que o mundo atravessa, atendendo e ajudando a salvar vidas, indistintamente, nas emergências e UTI. A enfermagem não se acovardou na Praça dos Três Podres no ato legítimo em defesa das suas condições de trabalho. Provou ali, mais uma vez, que se trata de uma categoria altiva, corajosa, disposta a enfrentar com destemor qualquer inimigo, desde um vírus invisível, cujo ataque não tem cura, até fascistas neoliberais que deveriam estar fora das ruas em respeito ao isolamento social e à vida das pessoas.
 
Quando exaltamos a coragem desta categoria, queremos dizer que não se trata somente de enfrentar agressores bolsonaristas nas ruas, mas, sobretudo, os que nos agridem com decretos, medidas provisórias, emendas constitucionais, projetos de leis entre outros recursos e nos arrancam direitos históricos, congelam nossos salários e retiram nossos empregos e nossos direitos trabalhistas para privatizar e mercantilizar os serviços públicos.
 
Um dos maiores exemplos de ataque fascista recente no Brasil é justamente o que este governo e o governo anterior fizeram contra o Sistema Único de Saúde (SUS). Por causa da Emenda Constitucional (EC) 95/2016, o SUS perdeu, em 2019, R$ 20 bilhões. Ainda assim, mesmo sem o dinheiro público, que está sendo drenado para banqueiros e outros, é o único sistema de saúde capaz de atender às centenas de milhares de pessoas com covid-19 e outras milhares de pessoas com todo o tipo de doença. Defender o SUS, os enfermeiros e os profissionais da saúde é defender o direito à vida. É preciso revogar a EC 95/2016.
 
Entendemos o gesto dos(as) enfermeiros(as) na Praça dos Três Poderes como a atitude exemplar com a qual nós, servidores(as) públicos(as), devemos nos espelhar. Jamais aceitar provocações fascistas, como essas violências nas ruas e essas que reduzem salários, retiram direitos, ameaçam nossa integridade física, a nossa saúde e a de nossa família com decretos que acabam com o isolamento social entre outros gestos desumanos.
 
No Brasil, a enfermagem é um dos principais pilares de sustentação do SUS e está na linha de frente não só do combate a esta pandemia. Chamados de anjos e heróis em todo o planeta, a enfermagem é formada por seres humanos que exigem respeito em todos os sentidos.
 
Nesta terça-feira (12), Dia Internacional da Enfermagem, convidamos a nossa categoria para participar do Ato Virtual pela Enfermagem Brasileira a fim de homenagear e valorizar essa categoria tão importante em todos os momentos da vida de nosso povo.
 
Os(as) enfermeiros(as) precisam de NOSSA AJUDA!
Mostre sua gratidão e reconheça o valor desses(as) trabalhadores(as).
 
Coloque nas suas redes sociais as hashtags:
 
#LuteComoUmaEnfermeira
#EnfermagemEuValorizo
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