Ministro da Fazenda vai a evento do Itaú, em Londres, anunciar reforma da Previdência em novembro

    A notícia foi veiculada pelo Valor Econômico. Na nota, o jornal afirma que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou, na manhã desta terça-feira (26), durante um evento promovido pelo Banco Itaú, em Londres, que a reforma da Previdência será votada entre o fim de outubro e início de novembro.
    A declaração do ministro brasileiro num atividade de um banco privado, em Londres, confirma a subserviência do governo ilegítimo de Michel Temer ao sistema financeiro, maior interessado na reforma da Previdência e maior financiador de políticos envolvidos no golpe de Estado em 2016.
    A reforma da Previdência é considerada o filé mignon que integra a série de ataques a direitos sociais e trabalhistas e à soberania nacional exigida pelo sistema financeiro e por empresários nacionais e internacionais. São políticas neoliberais instituídas por meio do golpe de Estado.
    Dentre as centenas de ataques que todo dia deputados federais e senadores aprovam no Congresso Nacional à revelia da vontade da população, ressalta-se a Emenda Constitucional nº 95/2016 (EC 95) – que congelou por 20 anos investimento dos recursos financeiros do Orçamento do país nas atividades primárias (saúde, educação, segurança e outras), deixando de fora o pagamento de uma dívida pública com bancos que nunca foi auditada.
    Destaca-se também a reforma do Ensino Médio (MP 746/16, aprovada em dezembro de 2016) – que desqualifica o currículo do Ensino Médio e interfere de forma negativa na formação futura da juventude brasileira; a reforma trabalhista (Projeto de Lei nº 6.787/2016, aprovada em julho de 2017) – que desmontou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), eliminando mais de 100 artigos da lei que asseguravam direitos trabalhistas no país; a lei da terceirização (Projeto de Lei 4302/98, na Câmara dos Deputados, e, aprovada em março de 2017), que entrega para empresas privadas a atividade-fim do Estado.
    A categoria docente do magistério público do Distrito Federal está atenta a todo passo que o governo federal tem dado no sentido de reformar a Previdência. Além dos vários estudos atuariais, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência, realizada este ano no Senado Federal provou que não há nenhum déficit e que o governo ilegítimo usa argumentos mentirosos para justificar o fim do direito à aposentadoria dos trabalhadores brasileiros.
    A declaração do ministro Meirelles, em Londres, na manhã desta terça-feira, mostra mais uma vez que o governo Temer não largou o osso e ainda almeja impor ao país a reforma da Previdência. “Importante lembrar que, a cada declaração do ministro Meirelles, professores/as e orientadores/as educacionais do magistério público do DF se mantêm mobilizados contra essa reforma”, avisa a diretoria colegiada do Sinpro-DF.
    O Sinpro-DF acompanha de perto todas as movimentações relacionadas à reforma da Previdência e lembra à categoria que é a luta unificada da classe trabalhadora e a pressão contra o governo golpista que tem, até agora, barrado a aprovação dessa reforma.