Militarização de escolas é tema de Audiência Pública no Senado
Na quinta-feira 21 de maio, às 9:30, a questão da militarização das escolas será debatida em audiência pública no Senado. O encontro é um evento da comissão de Educação e Cultura do Senado, a pedido da presidenta da comissão, a orientadora educacional e senadora Teresa Leitão (PT/PE). A audiência abordará o tema que afeta diretamente as condições de trabalho dos professores e a autonomia pedagógica nas redes de ensino. Acontecerá no Anexo II, Ala Senador Alexandre Costa, Plenário nº 15.
Trata-se de evento interativo. Portanto, portanto é mais que importante a participação de todos, para evidenciar a falácia desse projeto ideológico de repressão à população periférica. O Sinpro mobiliza todas as pessoas a participarem do evento. Quem não puder estar presente, o link para acompanhar e interagir virtualmente segue abaixo.
A audiência contará com a participação de Pesquisadoras e entidades do movimento docente, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Rede de Pesquisadores sobre Militarização da Educação (RePME/UnB), além de representações estudantis.
Estão confirmados os nomes de Cleo Manhas, Assessora Política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC); Catarina de Almeida Santos, Professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) e representante da Rede de Pesquisadores sobre Militarização da Educação (RePME); Miriam Fábia Alves, Presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped); Adriana Moreira, Coordenadora de Educação do Instituto de Referência Negra Peregum; Salomão Barros Ximenes, Professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP); Fátima Aparecida da Silva, Presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE); e Letícia Resende, Presidenta da União dos Estudantes Secundaristas do Distrito Federal.
A militarização das escolas, frequentemente apresentada como “gestão compartilhada” ou “modelo de excelência”, na prática:
- Subordina a gestão pedagógica à hierarquia militar, esvaziando a autoridade do professor;
- Fragiliza os vínculos trabalhistas e impõe códigos de conduta externos à carreira docente;
- Exclui estudantes em situação de vulnerabilidade, contrariando os princípios de educação inclusiva;
- Reduz o espaço democrático nas escolas, afastando conselhos escolares e a participação da comunidade.
