menino da “quebrada” registra avanço de mortes por Coronavírus

Quase seis meses após o primeiro registro da Covid-19 no Brasil, os números a cada dia, cresce disparadamente. Segundo dados do último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, o país soma ao todo, 51.271 mil óbitos, o que assusta os brasileiros.

Preocupado com os crescentes números, Marcelino Melo, de 25 anos, conhecido como o menino do drone, pedalou cerca de dois quilômetros até um cemitério próximo ao seu endereço, em um estacionamento de uma escola vizinha e, numa curva do muro do cemitério, fez o primeiro sobrevoo. “Só para ver como estava a situação.”

Naquele 19 de abril, o menino do drone, como é conhecido desde que comprou seu equipamento, deu início à série “Código de Barras” passando fotografar periodicamente o avanço das valas. A 120 metros do chão, clicou o morticínio que marca na terra sua geometria única. “Eu fiquei chocado, não esperava encontrar tantas covas sendo abertas”, conta. “É a banalização da experiência da morte. Enquanto a gente ficar tratando como números e não como nomes, vai continuar sendo frio. E a consequência é a favela saindo para a rua.”

A série produzida pelo jovem, retrata delicadamente o avanço da Covid-19, em São Paulo. Segundo ele, a ideia era responder “qual a visão dos pássaros lá do alto”, tendo como resposta, imagens inéditas do avanço acelerado de mortes, que hoje, em todo o país atinge 51.271 mil óbitos.

O trabalho do jovem, pode ser conferido clicando aqui.

 

Com informações do site Uol

Skip to content