Mais de 60 mil brasileiros morreram de Covid-19 e contaminação segue em alta

Com a taxa de contágio pelo novo coronavírus em alta pela décima semana consecutiva, o Brasil ultrapassou nesta quarta-feira (1º) a trágica marca de 60,6 mil vidas perdidas para a Covid-19, doença provocada pelo vírus. Em 24 horas, 1.038 brasileiros morreram e  46.712 contraíram o coronavírus. De março a 1º de junho, 1.426.913 pessoas foram infectados pela doença, segundo dados do Ministério da Saúde.

Os dados levantados pelo consórcio de imprensa são ainda maiores: 1.057 pessoas mortas em 24 horas; 60.713 vidas perdidas desde março e um total de 1.453.369 contaminas em todo o país.

Em alguns estados a taxa de retransmissão está em queda, mas a pandemia continua acelerada em algumas regiões do país, como . Sul e Centro-Oeste, que puxaram o aumento de casos confirmados nas últimas 24 horas.

No mês de junho, seis estados registraram uma taxa maior de retransmissão do novo coronavírus. De acordo com os dados produzidos pelo projeto Covid-19 Analytics, feito em parceria entre a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), estados como o Amazonas, Acre, Maranhão e Ceará, apresentam uma situação de alívio no enfrentamento da epidemia.

Já no Sul e Sudeste foram registrados números altos de contaminação e julho começou com estados em uma situação pior ou com números ainda altos e preocupantes. No Sudeste, isso ocorre em Minas Gerais, e no Centro-Oeste, em Goiás.

Ocupação de leitos nos Estados

A ocupação dos leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para o tratamento da Covid-19 voltou a subir nas últimas semanas e já supera o patamar de 80% em pelo menos 13 capitais, de acordo com o levantamento da Folha de S. Paulo.

Em Natal, a capital do Rio Grande do Norte registra 100% dos leitos da rede estadual ocupados pelo menos um mês. Já Rio Branco, no Acre, está com 95% dos leitos ocupados.

Os dez capitais estão com ocupação de 80% nos leitos de UTI são: Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, São Luís, Maceió, Boa Vista, Teresina. Além da região metropolitana de Vitória registra ocupação de UTI acima de 80%.

Minas Gerais, que chegou perto de 92% de ocupação na semana passada, registrou taxa de 88% nesta semana. Belo Horizonte, a capital mineira, voltou a ter apenas serviços essenciais funcionando. Com 5.195 casos e 121 mortes registrados, a capital tem ocupação de 86% nos leitos públicos reservados para tratar a doença.

Já no Paraná, a taxa de ocupação de UTIs passou de 59% para 63%, mesmo com a abertura de 36 novos leitos. O estado desde então ainda não tinha decretado medidas mais restritivas para conter o avanço do novo coronavírus. Em Curitiba 83% dos leitos para pacientes com a Covid-19 estão cheios.

Porto Alegre está com 81% das UTIs ocupadas, mas há casos de hospitais com ocupação de 95%, como o Hospital Nossa Senhora da Conceição.

Florianópolis registra 81% dos leitos de UTI ocupados. A capital catarinense também restringiu circulação e até aumentou o valor da multa por falta de uso de máscara.

Alagoas vive situação semelhante, com o início da flexibilização coincidindo com o período de maior ocupação de leitos para pacientes graves da Covid-19.

Apesar da abertura de 33 leitos de UTI, a taxa de ocupação subiu de 73% para 79%. Em Maceió, o aumento foi ainda maior: de 74% para 86%. Mesmo com medidas restritivas, a Bahia segue com a ocupação de leitos de UTI crescente, atingindo 77%. Em Salvador, essa taxa chegou a 82%.

Na região norte, Acre e Roraima enfrentam os piores cenários com 95% dos leitos ocupados. Centro-Oeste, Mato Grosso segue com cenário mais crítico com a ocupação de leitos de UTI alcançando 90% na última segunda-feira (29).

No estado São Paulo há uma queda, mas gradual. Em todo o estado, o governo registrou uma taxa de 64,6%. Já na Grande São Paulo, 66% dos leitos estão ocupados.

São Paulo perto do platô

Nesta quarta-feira (1), o governo do Estado divulgou informações otimistas, mesmo com o avanço do coronavírus no interior e nove regiões na fase vermelha do Plano São Paulo.

Segundo o governo estadual, a média de mortes dos últimos sete dias diminuiu 12,5%. A capital paulista e a Baixada Santista são encaradas como regiões de melhores resultados. A capital, apontada como o epicentro da pandemia Brasil, verificou uma estabilização no número de vítimas fatais, conforme dados do comitê de saúde.

Fonte: CUT

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