Luta do povo preto encerra o segundo dia do 13º CTE
O segundo dia do 13º Congresso dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação (CTE) se encerrou com o registro de duas lutas do povo preto, sobretudo as mulheres: o lançamento do 2º volume do caderno É Preciso ser Antirracista e o anúncio da Marcha das Mulheres Negras.
Os integrantes da Secretaria de Assuntos de Raça e Sexualidade do Sinpro, João Macedo, Joana Darc e Robson Câmara, subiram ao palco do Centro Comunitário Athos Bulcão, no Campus da Asa Norte da Universidade de Brasília, para apresentar a mais recente edição do caderno É Preciso ser Antirracista, que será distribuído às pessoas presentes ao Congresso no domingo (16/11).
“A educação antirracista é mais que necessário, e o Sinpro vem, com este caderno, colaborar para o debate”, apontou o coordenador da Secretaria, João Macedo.

É Preciso ser Antirracista
O segundo volume do Caderno É Preciso ser Antirracista foi elaborado pelas professoras Aldenora Conceição de Macedo e Elna Dias Cardoso (que também são as autoras do primeiro volume), e realizado em parceria com o Sinpro. O material contou ainda com a participação de 15 leitores críticos, entre psicólogos, gestoras, professores e professoras da rede pública.
O caderno traz informações atualizadas sobre dispositivos legais que respaldam, orientam e determinam o trabalho antirracista na escola; um histórico do 20 de novembro até a data se consolidar como o feriado nacional do dia da consciência negra. E, após explicar a diferença entre bullying e racismo, o livro lista uma série de ações (preventivas e de enfrentamento) que podem ser tomadas em casos de racismo no ambiente escolar e uma série de protocolos e ações de enfrentamento ao racismo na escola, passando pelo papel de gestores(as), professores(as), estudantes, famílias e Regionais de Ensino.

Marcha das Mulheres Negras
Também no palco do Centro Comunitário Athos Bulcão, a coordenadora da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro, Berenice Darc, convidou as mulheres presentes para participarem da segunda edição da Marcha Nacional das Mulheres Negras, marcada para a terça-feira 25 de novembro, a partir das 8h30, com concentração no Museu Nacional e marcha até o Congresso Nacional.
“Depois de 10 anos, voltamos a realizar esta marcha que traz a perspectiva de um governo popular e democrática. A participação das mulheres negras educadoras é sempre marcante e importante”, aponta Berenice.
“Não somos pretas só no 20 de novembro, dia de Zumbi. Somos pretas todos os dias”, afirmou a diretora Regina Célia, que completou: “São 10 anos sem a marcha, temos muito a dizer e para isso vamos precisar de todas e todos na marcha. A luta do povo preto, que não é minoria, é luta de todos”, concluiu.
A noite foi encerrada com o show de Nãnan, que apresentou uma sonoridade afro-brasileira e regional, celebrando a ancestralidade.

Tese-guia e reforma estatutária
No segundo dia do 13º CTE, professores(as) e orientadores(as) educacionais também aprovaram a tese guia “Mais Organização, Mais Lutas e Mais Conquistas!”, proposta pela diretoria colegiada do Sinpro. À Tese 1 foram adicionadas duas contribuições: Tese sobre genocídio palestino de 1948 ao conflito atual envolvendo palestinos e Israel, do professor Antonio Ahmad Yusuf Dames, e Defesa da saúde dos profissionais da educação!, do grupo de pesquisa saúde e educação NOEG/EAPE/SEEDF.
A primeira contribuição relata que o conflito em Gaza é um capítulo trágico, com mais de 67 mil mortes palestinas e destruição massiva desde outubro de 2023. A crise humanitária é severa, com 1,9 milhão de deslocados e fome.
Já a segunda contribuição aborda a saúde do trabalhador da educação, citando a Convenção 155 da OIT sobre segurança no trabalho. Argumenta que a precarização e políticas neoliberais causam adoecimento mental. Na contribuição, é proposta a valorização da carreira, melhoria da qualidade de vida no trabalho e fortalecimento sindical como formas de resistência e transformação social.
Também neste segundo dia do 13º CTE, foi dado início ao debate à reforma do estatuto do Sinpro. O debate será continuado neste domingo (16/11), quando será realizada, ainda, assembleia estatutária para aprovação das mudanças no estatuto, moções e plano de lutas.
📸 Acesse os álbuns de fotos do 13º CTE
13º CTE | 14/11: Abertura e homenagem ao povo palestino
13º CTE | 14/11: Aula Magna com Márcio Pochmann
13º CTE | 15/11: Análise de conjunturas
13º CTE | 15/11: Teses e debate sobre reforma estatutária
13º CTE | 15/11: Lançamentos e show com Nanãn
Tudo sobre o segundo dia do 13º CTE
13º CTE | 16/11: Plano de lutas e debate sobre estatuto
Registros do Terceiro dia do 13º CTE
🎥 Assista aos vídeo do 13º CTE
🔎 Leia todas as matérias do 13º CTE
16/11 | 13º CTE Palestina Livre se encerra com a aprovação do plano de lutas da categoria
15/11 | Luta do povo preto encerra o segundo dia do 13º CTE
15/11 | 13º CTE debate impactos do neoliberalismo e disputas políticas no Brasil e no DF
14/11 | 13º CTE | Mudanças sociais exigem revisão da educação, afirma presidente do IBGE
14/11 | Abertura do 13º CTE vê educação como estratégica contra retrocessos e pede Palestina livre
