Federações de Trabalhadores farão ato em frente ao TRT-RJ por solução da crise da OI

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Cerca de 1.800 trabalhadores e trabalhadoras da Operadora de Telefonia OI podem ficar sem o pagamento de suas verbas rescisórias diante da falência decretada da companhia. A crise desencadeada por uma briga de sócios da OI se agravou com a decisão da V.tal/BTG, subsidiária da Oi, em colocar fim ao contrato da terceirizada Serede, de fibra ótica, e transferir os serviços prestados para outras cinco empresas (Ability, Icomon, R2, Tel e Telemont). Com o fim do contrato a Serede anunciou que não pagará os trabalhadores já demitidos e os que ainda serão demitidos.

Diante da gravidade da situação, as Federações Nacionais dos Trabalhadores em Telecomunicações FENATTEL (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações e Operadores de Mesas Telefônicas), FITRATELP (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações e Eletrônicos do Brasil ) e FITTLIVRE (Federação dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em Telecomunicações)  marcaram um ato em frente ao Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, para a próxima quinta-feira (30), às 11h. Simultaneamente será realização de um ato virtual com a participação dos Sindicatos de Trabalhadores em Telecomunicações de todo o território nacional.

Em vídeo o presidente da FITRATELP, filiada à CUT, João de Moura Neto, convocou os trabalhadores a comparecerem ao ato.

O nosso objetivo é convencer os desembargadores a autorizar o pagamento das verbas rescisórias da Serede e, ao mesmo tempo, autorizar o pagamento das verbas rescisórias dos trabalhadores da OI que ainda serão demitidos. O administrador judicial pediu ao Tribunal para não pagar a verba dos trabalhadores”.

As entidades sindicais denunciaram em nota à imprensa, os graves reflexos sociais da crise. Milhares de trabalhadores permanecem submetidos à incerteza quanto ao futuro de seus empregos, enquanto empregados da SEREDE continuam aguardando o pagamento de verbas rescisórias e uma solução definitiva para seus direitos trabalhistas. Para as Federações, não é admissível que trabalhadores pertencentes ao mesmo grupo econômico recebam tratamento distinto em processos judiciais fragmentados.

Os dirigentes da FENATTEL, FITRATELP e FITTLIVRE atribuem à atual administração judicial parcela significativa da responsabilidade pelo agravamento da crise. Segundo as Federações, a ausência de uma gestão empresarial eficiente criou um verdadeiro vácuo gerencial, comprometendo a administração dos contratos, a relação com clientes e a capacidade de resposta comercial da companhia.

“Esse quadro vem acelerando o esvaziamento da carteira de contratos da Oi Soluções, considerada a principal unidade operacional e financeira do Grupo Oi. Para as Federações, a perda contínua de contratos reduz o valor econômico da empresa, enfraquece suas perspectivas de recuperação e pode fazer com que esse ativo estratégico deixe de despertar interesse das operadoras concorrentes, comprometendo futuras operações de mercado e colocando em risco milhares de empregos”, diz trecho da nota.

As entidades também encaminharam uma série de ofícios aos principais órgãos do Governo Federal, acompanhados de uma Carta Aberta, alertando para o agravamento da crise institucional, econômica e social envolvendo a Oi S.A., a Massa Falida da SEREDE e milhares de trabalhadores atingidos pelas sucessivas decisões proferidas no âmbito da 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

Errata: Atenção onde no texto está afirmando que o ato será na quarta,dia 29, leia-se quinta-feira, dia 30  Leia a íntegra da nota aqui.

Entenda a crise da OI e a disputa entre seus sócios, clicando aqui.

Com informações da Assessoria de Comunicação
FENATTEL – FITRATELP – FITTLIVRE

Fonte: CUT