FAMA: Embaixo de chuva, populares marcham em defesa da água

Neste 22 de março, Dia Mundial da Água, mais de sete mil pessoas marcharam em Brasília contra a mercatilização dos recursos hídricos e por uma gestão de sua distribuição mais justa e igualitária. A manifestação marcou o encerramento do Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA) e reuniu povos de todo o mundo em defesa desse precioso bem natural que tem atraído a ganância das grandes organizações.

A mobilização começou bem cedo. Por volta das 7h, o grupo já se organizava para a caminhada. Com faixas, cartazes, palavras de ordem e, sobretudo, muita garra, os manifestantes saíram do Pavilhão do Parque da cidade ─ espaço do FAMA ─ em direção à Torre de TV, passou pela sede da TV Globo e retornou ao espaço inicial.
Durante os seis dias de evento, povos indígenas realizaram diversas intervenções místicas invocando as forças da natureza para fortalecer a luta pela água como direito social. No ato de encerramento, como se atendesse ao chamado dos populares, a chuva esfriou o calor da capital federal. O ânimo e a resistência, porém, não foram enfraquecidos. O grupo realizou todo o percurso com muita persistência e deixou um recado claro: a água é do povo e não é mercadoria!
A secretária de Meio Ambiente da CUT Brasília, Vanessa Sobreira, destacou que a diversidade de povos que o FAMA reuniu aponta para a capacidade de construção e articulação de um mundo diferente. “Somos povos indígenas, quilombolas, populações tradicionais, povos do campo, das periferias urbanas, categorias de diversos segmentos e, juntos, deixamos nossos recado: água não é mercadoria, água é um direito dos povos e da natureza.
A dirigente ressalta, no entanto, que a luta continua após o encerramento do evento. “A luta segue até conquistarmos uma transição agroecológica para a cidade e para o campo, direito à água garantido a todos os povos e uma sociedade com justiça social, igualdade, fraternidade e bem viver”, finalizou.
A pluralidade das discussões realizadas no FAMA resultaram num documento com deliberações e ações de lutas que, posteriormente, será entregue aos governantes no Congresso Nacional.

Com informações da CUT Brasília

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