Estudantes e professores deixam prisão em Goiás

De acordo com informações publicadas na tarde desta quarta-feira (17) na página Secundaristas em Luta – GO no Facebook, foram liberados todos os presos que estavam sob custórida do Estado após terem ocupado a secretaria estadual de Educação contra a implantação das organizações sociais (OS) nas escolas. “Sem fiança e sem medida cautelar. Foram liberados ja e recebidos com muita solidariedade e alegria!”, anunciava a postagem na rede social.
A detenção de cerca de 31 pessoas, entre estudantes e professores, pela Polícia Militar de Goiás aconteceu na noite de segunda-feira (15) durante ocupação da sede da Secretaria Estadual de Educação Cultura e Esportes (Seduce), em Goiânia. Entre os presos estavam 13 menores de idade que, segundo a PM, deverão responder pelo crime de dano ao patrimônio público.
Os estudantes foram soltos após audiência cautelar ocorrida na tarde desta quarta-feira (17). A audiência foi aberta ao público, mas nem todos os estudantes puderam entrar. Muitos se solidarizaram com os presos do lado de fora, em frente ao Centro Administrativo, no Centro de Goiânia (foto acima).
Antes da audiência o grupo de estudantes que conseguiu entrar no prédio demonstrou solidariedade aos presos com palavras de ordem como “não vai ter arrego!”, conforme se vê nas imagens divulgadas nas redes sociais.

Violência e resistência

A arbitrariedade nas prisões e a violência que substitui o diálogo tem sido denunciadas e motivo de inúmeras manifestações no Estado. Nesta terça-feira (16), entidades de professores, movimentos sociais, sindicalistas, coletivos de artistas e de comunicação divulgaram nota criticando a violência e perseguições contra professores e estudantes.
Segundo a nota, “o governo de Goiás ao promover implantação de OS na educação goiana, sem garantir o livre direito ao debate e às manifestações pacíficas, desrespeita preceitos legais duramente conquistados,  além de incitar violência contra estudantes e trabalhadores”.
“A prisão arbitrária e orquestrada que vem ocorrendo em Goiás, contra manifestantes, professores e estudantes, além de diversas outras violências e perseguições, devem ser barradas e denunciadas nacional e internacionalmente. Nos unificamos àqueles e àquelas que querem um Estado Melhor, um Brasil melhor! Não a Barbárie! Sim ao estado Democrático e de Direito!”, conclui a nota.
A luta para evitar a privatização do ensino público no estado de Goiás começou em dezembro do ano passado e tem sido duramente reprimida pela PM sob o argumento do cumprimento da reintegração de posse, concedida pela justiça ao governo do Estado. Os estudantes buscam dialogar com a secretaria de Educação para rever a transferência da gestão do ensino estadual para Organizações Sociais (OS).
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