Estudantes do CEM 2 do Gama criam plástico biodegradável através de material orgânico

Estudantes de escolas públicas do Distrito Federal continuam fazendo bonito. Como parte de um projeto pedagógico desenvolvido pelo Centro de Ensino Médio 2 do Gama, estudantes transformaram material orgânico em plástico biodegradável. A inovação deu resultados bem positivos. Diante da importância do projeto, a World International Fairs Association (Wifa) convidou os estudantes para apresentarem o estudo em uma feira de ciências na Malásia, que será realizada no segundo semestre deste ano.

O Clube de Ciências é um Projeto de Iniciação Científica que vem sendo desenvolvido no Centro de Ensino Médio 02 há cerca de 15 anos. Neste espaço os estudantes têm a oportunidade de desenvolverem projetos científicos, otimizar sua linguagem científica e apresentar os seus resultados em feiras de ciências dentro e fora do Distrito Federal.

Tudo começou devido à preocupação com o meio ambiente e em criar uma alternativa ao plástico comum a partir da casca de frutas. A partir daí, Bárbara Wingler, Kazue Nishi, Lucas Silva e o professor de química Alex Aragão passaram a estudar como os compostos orgânicos e as cascas de frutas poderiam ser aproveitadas na produção de plástico biodegradável.

Toda a parte de pesquisa, lembra Alex Aragão, durou meses até que a equipe conseguisse chegar à primeira membrana de bioplástico. “Os estudantes sempre tiveram uma preocupação muito grande com o problema de resíduos plásticos nos oceanos, especialmente de canudos, que provocam a morte de vários animais, exemplo das tartarugas. Após meses de pesquisa apresentamos o resultado na Feira Brasiliense de Tecnologia e Ciência de 2019, quando conquistamos o terceiro lugar na modalidade Ciências Exatas da Terra. Isto foi muito importante para que todos eles seguissem a pesquisa”, lembra o professor de Química e Coordenador do Clube de Ciências Marie Curie.

Mesmo diante dos resultados obtidos pelo projeto a escola não tem verba para comprar equipamentos, exemplo de uma estufa para secar as membranas na placa de Petri. Além disto, os três estudantes não têm dinheiro para arcar com as despesas de viagem até a Malásia. “Infelizmente a escola não tem recursos para proporcionar uma estrutura que atenda às demandas da produção científica do Clube de Ciências. Tiramos dinheiro do próprio bolso para comprar reagentes e outros equipamentos necessários para fazer o bioplástico”, lamenta o educador.

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