Escolas sem aula

O ano letivo teve início. Pelo menos em algumas escolas. Em outras, a situação é completamente diferente e a solução que o GDF tem dado em alguns casos beira a absoluta precariedade.
A não construção de novas escolas se inclui aqui, relata o coordenador de Imprensa do Sinpro, Cláudio Antunes. “Para ‘solucionar’ o problema da falta de novas escolas, o governo optou por derrubar laboratórios, bibliotecas e refeitórios, transformando esses espaços em salas de aula. Essa precarização, imposta pelo GDF, empurra para baixo a qualidade do ensino”, enfatiza.
O coordenador de Políticas Sociais do Sindicato, Gabriel Magno, complemente, fazendo referência às alternativas propostas pela Regional de Ensino de São sebastião em razão do aumento do número de matrículas no CED São Bartolomeu: ou os estudantes do ensino médio da escola iriam para outras unidades no Cruzeiro (a 40 quilômetros de distância) ou o CED passaria por obras com vistas a construir módulos provisórios como forma de aumentar o número de salas de aula. A segunda opção prevaleceu, de forma equivocada. O dirigente explicou que para construir os tais módulos foram destruídos laboratório, sala multiuso e parte da quadra de esporte da escola.
Alberto de Oliveira Ribeiro, diretor de Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro, esteve em Brazlândia. Lá visitou a Escola Classe Pólo Agrícola da Torre, ou pelo menos parte dela. A escola está em reforma, sem telhado. As opções dadas aos estudantes eram ter aulas no galpão da igreja ou no salão comunitário. “O problema é que no galpão não há luz, banheiros, divisórias ou mesmo o quadro negro. Como consequência, os professores resolveram não iniciar o ano letivo”, destacou.



Confira o relato do diretor Alberto de Oliveira Ribeiro:


 
Mais um exemplo desse descaso é o CEF 1 Planalto, que – fechado para obras – deveria ter sido entregue à comunidade em 2015. Como isso não ocorreu, o resultado é que, de um ano para outro, os alunos são removidos para outras escolas. Já estiveram em um terreno atrás do Gisno e prédio escolar na 315 Sul. E o problema de fundo permanece: cadê a escola?
Outra questão que causa muita apreensão do Sinpro e da comunidade escolar é o transporte de estudantes de uma cidade para outra. Este foi um ponto de resistência daqueles que estudam no Paranoá e, mais recentemente, dos de São Sebastião. “As famílias não querem aceitar uma situação dessas porque, no final das contas, o tempo de aula é reduzido. Quando o estudante é obrigado a se deslocar, ele chega atrasado para o início da aula e é obrigado a sair mais cedo, o que compromete sobremaneira o processo pedagógico – uma redução que varia de 40 minutos a uma hora e meia de aula”, atesta Cláudio Antunes.
Confira as escolas com problemas para iniciar o ano letivo:
São Sebastião
Ced São Bartolomeu
EC Vila Nova
EC Bela Vista
Santa Maria
CED 306
Brazlandia
EC Pólo Agrícola da Torre
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