Escândalo do Banco Master: o trabalhador não pode pagar a conta

Enquanto áreas essenciais para a população — como educação e saúde — são negligenciadas pelo Executivo local, o governo Ibaneis segue sendo associado a um dos maiores escândalos bancários recentes do país. Para o Sinpro, a conta da crise gerada pela má gestão dos recursos públicos não pode recair sobre a população.

Para cobrar respostas urgentes e transparentes quanto à dimensão do envolvimento de Ibaneis no caso, nesta terça-feira (3/2), movimentos realizaram ato na Câmara Legislativa do DF. O chefe do governo local foi citado em investigações relacionadas às irregularidades do Banco Master e à tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB) — operação que foi barrada pelo Banco Central.  O GDF é o acionista controlador do banco estatal, com 71,92% do capital.

Segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, entre 2024 e 2025, o BRB injetou mais de R$ 16,5 bilhões no Master. Desse total, cerca de R$ 12 bilhões correspondem à compra de carteiras de crédito falsas.

 

Para o Sinpro, a conta da crise gerada pela má gestão dos recursos públicos não pode recair sobre a população.

 

O caso revela uma inversão de prioridades do governo. Enquanto recursos públicos são usados em operações financeiras suspeitas, servidores(as) públicos(as) distritais sofrem com o superendividamento, e não há qualquer política do BRB — executor da dívida — para reverter o cenário.

Além disso, os reflexos da negligência do governo são sentido no chão da escola: a falta de investimentos, as estruturas precárias e a desvalorização profissional comprometem diretamente a qualidade do ensino público ofertado.

O Sinpro reafirma que o dinheiro público deve ser destinado ao bem-estar da população e ao fortalecimento dos serviços essenciais, e não a manobras que beneficiam apenas o sistema financeiro.

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