Mais uma escola da rede pública de ensino do DF é alvo de intimidação
O Sinpro se solidariza com a equipe de profissionais da educação que atua na Escola Parque 308 Sul, a mais nova vítima de outra tentativa de intimidação e perseguição, criminalização do trabalho docente, restrição da livre manifestação do pensamento, cassação de direitos fundamentais e, principalmente, de ataque à gestão democrática e à liberdade de cátedra (liberdade de ensinar). Na semana do segundo turno das eleições 2026, parlamentares da extrema direita do Distrito Federal intensificam sua perseguição política aos trabalhadores e trabalhadoras da educação e transformam as escolas públicas em palanque político-eleitoral.
E mais uma vez a extrema direita usa a rede pública de ensino para atacar a democracia. “A criminalização do trabalho docente e os ataques à gestão democrática ameaçam a liberdade de expressão e a autonomia dos educadores e educadoras. A escola deve ser um espaço de diálogo, pensamento crítico e respeito à diversidade de ideias”, afirma a diretora do Sinpro, Solange Buosi.
A dirigente ressalta que, em um momento cívico tão importante como as eleições, quando a escola deve reafirmar seu papel pedagógico na formação cidadã e na promoção da participação democrática, a extrema direita surge com sua face autoritária e repressora para impedir o livre exercício da cidadania. A escola é um espaço legítimo de diálogo, participação e formação crítica de cada estudante e não pode ser transformada em palco de perseguição política e censura.
Esse é mais um episódio de intolerância promovido pela extrema direita que o Sinpro denuncia e que se soma às denúncias da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Em recente nota, a CNTE divulgou que tem recebido informações sobre perseguição política a profissionais da educação em escolas da rede pública de ensino de todo o país. A entidade alerta para o modus operandi da extrema direita, que invade e se apropria das instituições e dos espaços públicos para intimidar servidores e servidoras e cercear a liberdade de expressão. As denúncias recebidas pela CNTE dão conta de casos de intolerância política, coação, constrangimento, assédio e violência moral e física contra educadores e educadoras, dentro e fora das escolas. A confederação chama atenção para a escalada de perseguições durante o segundo turno das eleições presidenciais e lembra que essa ação da extrema direita remete às práticas autoritárias do governo Jair Bolsonaro (2019-2022).
O Sinpro seguirá na defesa da democracia, da soberania do Brasil, dos trabalhadores e das trabalhadoras da educação e não permitirá nenhum tipo de perseguição, cassação da liberdade de expressão, autoritarismo, cerceamento do debate. O sindicato se mantém no local em que sempre esteve: do lado dos trabalhadores e trabalhadoras da educação, na defesa intransigente das liberdades democráticas e da soberania do Brasil. O Sinpro repudia toda forma de censura e coação política. A autonomia docente e a gestão democrática são pilares da educação pública e da democracia.
Confira as denúncias da CNTE:
https://www.instagram.com/p/Dez13IYF28b/?psln=MXIxcjBranVoZ3A2dA%3D%3D
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