Encontro nacional das mulheres do MST

Entre os dias 5 a 9 de março acontecerá, em Brasília, o I Encontro Nacional das Mulheres Sem Terra. Contra a ofensiva do capital, contra o agronegócio e pelo fim da violência contra as mulheres, lutando pela reforma agrária, por uma agricultura sem veneno, pela agroecologia, por soberania nacional e popular e pela vida, as mulheres de cada canto do Brasil estarão juntas em um momento histórico contra os retrocessos neoliberais do atual Governo. Serão cinco dias de formação, união, resistência e luta.

Os ataques constantes à nossa soberania e aos nossos direitos atingem em maior escala as mulheres, os povos do campo e da floresta, as populações originárias, a população negra, as lésbicas, bissexuais, gays e transexuais. Além deles, aos movimentos sociais, em especial aos movimentos do campo, que sofrem um isolamento, invisibilidade e abandono por parte do poder público, com o desmonte das políticas públicas rurais que foram construídas ao longo dos anos por meio de muita luta.

As mulheres, desde o golpe de 2016 que tirou ilegalmente Dilma Rousseff da Presidência, vem sendo protagonistas nos atos contra esse governo fascista e no enfrentamento às políticas neoliberais e conservadoras. Nesse sentido, precisamos compreender e incorporar o que as mulheres expressam nas ruas neste momento de resistência e na pressão contra oneoliberalismo e oconservadorismo.

As mulheres rurais constroem a agroecologia e a soberania alimentar para enfrentar a lógica do agronegócio que envenena nossos solos, alimentos, águas e, consequentemente, os nossos corpos. Lutam em defesa da e pela preservação dos territórios, com o resgate e cultivo das sementes crioulas. As mulheres ocupam as ruas para denunciaro neoliberalismo, que ataca as florestas nacionais e as riquezas naturais, ao uso indiscrimado dos agrotóxicos e as consequentes mortes por envenenamento.

Vamos unir as mulheres rurais e urbanas! A nossa luta não é distinta, muito pelo contrário, os venenos chegam as nossas mesas muitas das nossas doenças vem dos alimentos contaminados, a alimentação escolar industrializada, acrescida de conservantes, que estão nas escolas também intoxicam estudantes, ao invés de ir para a escola a produção local saudável e sem veneno. Unidas, precisamos lutar por uma aposentadoria justa, saúde e educação públicade qualidade e moradia para todos/as, o fim da violência contra mulher e o feminicídio. Muitas pautas nos uni e nossa organização nos fotalece.

Nós, professoras e professores, orientadores e orientadora, profissionais da educação, nos somamos a essas pautas, construimos alianças com movimentos sociais,na luta por uma educação no e do campo, acesso a educação de qualidade social para todos/as e por soberania alimentar e nutricional nas escolas rurais e urbanas. Esse projeto integra o que a nossa categoria deseja, que é uma sociedade mais justa e igualitária, que questiona profundamente as desigualdades do sistema capitalista, escravocrata, patriarcal e racista.

No dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, vamos nos concentrar no Pavilhão do Parque da Cidade e seguir em uma grande marcha “Pela Vida das Mulheres, Contra o racismo, o machismo e o fascismo”

Por isso, Professoras e Professores do Distrito Federal, se juntem ao I Encontro Nacional de Mulheres do MST, unindo forças e comprometimento com as nossas lutas.

 

Prefiro morrer lutando do que morrer de fome

Roseli Nunes – lutadora pela Reforma Agrária e defensora dos Direitos das Mulheres

 

05 a 09 DE MARÇO DE 2020

BRASÍLIA – DF

  • TODOS OS DIAS NO PAVILHÃO DO PARQUE DA CIDADE

8 DE MARÇO – Dia Internacional das Mulheres

  • Concentração: a Partir das 7h no Pavilhão do Parque da Cidade
  • Saída da marcha: 9h em direÇãOaOBURITI SEGUINDO PARA A TORRE
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