Ditadura nunca mais: 56 anos do golpe no Brasil

Há 50 anos, na noite de 28 de março de 1968, morria no Rio de Janeiro o jovem secundarista Edson Luís de Lima Souto – um dos primeiros estudantes assassinados pela ditadura militar (1964-1985). A comoção em torno de seu tombamento levou dezenas de milhares de pessoas às ruas e escancarou o crescente repúdio da sociedade ao regime imposto pelo Golpe de 64.

O secundarista foi baleado pela polícia militar durante uma manifestação em frente ao Restaurante Central dos Estudantes, num prédio do centro do Rio de Janeiro (RJ). Conhecido como Calabouço, por ter abrigado escravos presos no Império, o enorme restaurante era uma espécie de patrimônio dos estudantes, custeado pelo Ministério da Educação (MEC).

O jornalista André Cintra e a historiadora Raisa Marques relembraram a história de Edson Luís em matéria publicada originalmente no Portal Vermelho e reproduzida no site mantido pela CNTE, Ditadura Nunca Mais, acesse a reportagem.

 

Memória e resistência

A página Ditadura Nunca Mais foi criada pela CNTE em 2014 com o objetivo de celebrar a resistência da sociedade brasileira contra o estado de exceção imposto há mais de 50 anos. A campanha teve início com um abaixo-assinado que ajudava a mobilizar a comunidade para trocar os nomes de escolas públicas que ainda homenageavam ditadores em plena democracia. Atualmente o site mantido pela CNTE se transformou num espaço permanente em memória dos/as trabalhadores/as em educação e estudantes que lutaram contra a Ditadura e foram vítimas do Golpe.

Nas décadas de 1960 e 1970, o movimento estudantil brasileiro foi importante foco de resistência e mobilização social à ditadura civil-militar. Organizados em diversas entidades representativas, como os DCEs (Diretórios Centrais Estudantis), as UEEs (Uniões Estaduais dos Estudantes) e a UNE (União Nacional dos Estudantes), suas reivindicações, protestos e manifestações influenciaram os rumos da política. Os estudantes protestavam por causas específicas como a ampliação de vagas nas universidades públicas, por melhores condições de ensino, contra a privatização e também em defesa das liberdades democráticas e por justiça social.

Diante disso, várias atividades estão sendo realizadas em todo o país para fortalecer a luta contra a ditadura militar no Brasil. Confira abaixo a programação completa:

 

PROGRAMAÇÃO ATUALIZADA

31 de março

14 h – Twittaço (use as Hashtags)

#DITADURA NUNCA MAIS

#LUTO NA JANELA

#56ANOSDOGOLPEMILITAR

18:00 às 20:00 horas – ABERTURA com:  Web-seminário com transmissão pela página do Vozes do Silêncio, TV GGN e outras parceiros interessados. Moderação: Luís Nassif e Eugênia Gonzaga

20:30  – Barulhaço

21:00 – Twittaço e (use as Hashtags)

#DITADURA NUNCA MAIS

#LUTO NA JANELA

#56ANOSDOGOLPEMILITAR

21:00 – Entrevista com show intimista

22:00 – Filme “O dia que durou 21 anos” (2013), Direção e Roteiro Camilo Tavares, Produção Karla Ladeia.

 

1º de abril

A partir de zero horas até meio dia serão exibidos e disparados nas redes sociais, filmagens curtas com depoimentos de pessoas das mais diversas origens sobre a Ditadura Militar; Podcasts, entrevistas e videologias.

10:00 – Alma Clandestina (2018), Direção: José Barahona sobra a Maria Auxiliadora Lara Barcellos.

11:30 – Lauri e a Subversão – (Lauri and the Subversion) de Kaburé Filmes

12:00 – Filme “Diário de uma busca” (2011) Direção de Flávia Castro.

14:00 – Filme “Torre das Donzelas” (2019) Direção de Susanna Lira, música de Flávia Tygel e

produção de Lívia Nunes.

16:00 – Filme “Trago comigo” Direção de Tata Amaral,música de Bruno Serroni, Habacuque Lima.

18:00 – Twitaço final (use as Hashtags)

#DITADURA NUNCA MAIS

#LUTO NA JANELA

#56ANOSDOGOLPEMILITAR

18h:00 – Debate sobre

56 Anos do Golpe no Brasil: Ditadura Nunca Mais

Com os convidados:

Maria Rita Kehl

Vera Paiva

João Goulart Filho

Renan Quinalha

DATA: Quarta-feira, 1º de Abril

HORÁRIO: 18 horas

LOCAL: Live pela página do facebook do DCE Livre da USP

https://www.facebook.com/events/505837993416071/

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