Sinpro e professores da rede pública participam do Fórum Social Mundial

Uma comitiva com mais de 100 professores(as) da rede pública de ensino do Distrito Federal e diretores do Sinpro participaram do Fórum Social Mundial, realizado entre os dias 13 e 17 de março, na cidade de Salvador. Tendas de discussões políticas e sociais dos mais variados eixos e temáticas enriqueceram o evento, repleto de militantes de inúmeras causas e de todos os lugares do mundo.
Em sua 17ª edição, o Fórum foi criado em uma época de contraponto e resistência ao redor do mundo, momento que os movimentos progressistas decidiram impulsionar este processo de articulação internacional no continente latino americano. Com o tema Resistir é criar. Resistir é transformar, a edição 2018 teve início com a marcha oficial de abertura com mais de 15 mil pessoas presentes.
Em todas as mesas, atividades e ações desenvolvidas durante estes cinco dias, a importância das discussões transversais e a contínua luta pela busca da implementação de políticas públicas e sociais para consolidar a democracia no Brasil e no mundo nortearam o evento. A participação de alguns ex-presidentes Latino Americanos que fizeram a construção política do período mais democrático que vivemos na América do Sul deu um tom especial. Entre os presentes estavam Dilma Rousseff, José Manoel Zelaia, de Honduras, e o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.
O Fórum se transformou em um importante espaço para afirmação da luta feminista e de raça presente em todos os cantos do mundo e que infelizmente ganhou mais dimensão devido ao brutal assassinato da vereadora negra e militante feminista Marielle Franco no dia 15 março, no Rio de Janeiro. O assassinato causou comoção nacional e mundial e também foi um golpe frontal à intervenção militar que acontece no Rio, pois a vereadora era uma das responsáveis pelo acompanhamento da intervenção militar no Estado implementada pelo Governo Federal.
Outros momentos tiveram grande importância durante o Fórum:
 
– Lançamento do Comitê de Solidariedade Internacional em Defesa de Lula e da Democracia no Brasil, evento que contou com a presença da Dilma Rousseff.
– Lançamento do livro Enciclopédia do Golpe: o envolvimento da mídia.
– Assembleia internacional dos povos, com a presença de Lula e de vários movimentos sociais, sindicatos e políticos.
– Pré-lançamento do Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA).
– Conferência Livre da CONAPE organizada pelo Fórum Popular de Educação e presidido pela CNTE.
– Apresentação do trabalho do professor Vinícius Silva, do Paranoá.
– Mesa com o professor da UnB Luiz Felipe Miguel, que criou a disciplina Golpe de 2016, no curso de Ciência Política da Universidade de Brasília.
 
Para o diretor do Sinpro Gabriel Magno, a participação de professores da rede e de diretores do sindicato é importante porque coloca o sindicato posicionado e antenado nas lutas internacionais e dos povos. “Já tínhamos participado da Jornada Continental de Montevidéu e isto mostra que estamos antenados na disputa política e na luta dos povos do mundo inteiro. A luta sindical é importante, mas a luta política não pode ser esquecida, porque o golpe e os ataques aos direitos estão interligados ao que estamos vivendo nas salas de aula e no nosso dia-a-dia”, ressalta Gabriel Magno.

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