CUT e sindicatos realizam ato na Fazenda, nesta quarta-feira (28)

Na próxima quarta-feira (28), às 14h, a CUT Brasília e os sindicatos filiados realizarão manifestação em frente ao Ministério da Fazenda para exigir a garantia dos empregos, a manutenção e ampliação de direitos e impedir que a agenda da direita derrotada nas eleições, de arrocho, recessão e desemprego, seja colocada em prática. A atividade faz parte do Dia Nacional de Luta, que contará com atos e manifestações em todo o Brasil. Os detalhes sobre o ato em Brasília foram decididos em reunião entre a CUT e os sindicatos, nesta segunda-feira (26).
Depois do ato público no Ministério da Fazenda, os trabalhadores seguirão em caminhada até a Rodoviária do Plano Piloto, onde a mobilização será encerrada com a distribuição de informativos à população.
A mobilização será uma mostra efetiva da insatisfação da classe trabalhadora contra o aumento da taxa básica de juros e o pacote de medidas anunciados pelo governo federal, que atacam conquistas dos trabalhadores, especialmente os de menor renda, como o seguro-desemprego e o abono salarial.
“É inaceitável o povo eleger um governo que prometeu diálogo com os trabalhadores, mas que, e em seguida, aposta no retrocesso. O que está sendo implantado dentro do Ministério da Fazenda era o que a oposição pregava. E nós vamos à pasta mostrar a força da classe trabalhadora e exigir que a presidenta cumpra o que ela prometeu”, afirma o secretário de políticas sociais da CUT Brasília, Ismael José Cesar.
A ação da CUT no Ministério da Fazenda será a primeira de uma série de mobilizações convocadas pela Central nos próximos meses para cobrar do governo federal a continuidade do desenvolvimento com distribuição de renda e inclusão social, a manutenção dos direitos e conquistas dos trabalhadores e o atendimento da pauta da Classe Trabalhadora. A próxima grande mobilização já tem data marcada: será a Marcha da Classe Trabalhadora, no dia 26 de fevereiro.
Entre as reivindicações da classe trabalhadora estão as reformas política e agrária, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o fim do fator previdenciário, a manutenção da política de valorização do salário mínimo, a regulamentação do direito de greve no serviço público (convenção 151), o combate à demissão imotivada (Convenção 158), a não aprovação do PL 4330, que precariza e flexibiliza o trabalho; a redução de juros e do superávit primário, mais investimentos em transportes públicos, saúde e educação.

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