CUT convoca pressão dos trabalhadores até vitória final pelo fim da 6×1

A CUT, por meio do seu presidente, Sergio Nobre, convoca a classe trabalhadora para que reforce a pressão, seja nas ruas, nas redes e/ou na ferramenta Na Pressão, para que os senadores, em plenário, votem e aprovem o fim da escala 6×1 ainda neste mês de setembro.
Segundo ele, um novo calendário de lutas será definido em reunião com as demais centrais sindicais, após a primeira vitória pela aprovação do fim da escala 6×1.
“Agora, nós precisamos reforçar a mobilização que a gente vem fazendo, e o trabalho de convencimento e pressão sobre os senadores”, disse Nobre.
Ontem após muita pressão da CUT e de outras entidades sindicais a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, por 47 votos a favor e apenas quatro contrários, aprovou Proposta de Emenda à Constituição (PEC), para que fosse votada em plenário, porém, o texto não foi à votação. Para uma PEC passar a valer é preciso que seja aprovada em plenário por 49 votos dos 81 senadores que compõem a casa.

Foi uma vitória muito grande. Nós estamos dando passos concretos na direção de conquistar o fim da escala 6×1
O presidente da CUT contou que a proposta só não foi definitivamente aprovada no plenário do Senado devido à manobra de empresários e de parlamentares da direita, principalmente de Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à presidência da República. O próprio Flávio interrompeu a sua campanha eleitoral para ir à Brasília se posicionar contra o fim da escala 6×1.
Um dos momentos que comprovam como os parlamentares da direita são contra os trabalhadores e as trabalhadoras foi o embate entre Rogério Marinho e o relator da PEC na CCJ, senador Omar Aziz (PSD-AM). Marinho chamou de levianas, incompetentes e burras as pessoas que eram favoráveis ao fim da escala 6×1.Omar Aziz lembrou que 60 deputados federais do PL, partido do próprio Marinho, votaram pela aprovação da PEC durante a votação da matéria na Câmara Federal.
“Vossa excelência está dizendo que no seu partido tem gente leviana, incompetente e burra. Sua PEC é sim, projeto para patrões até porque todas as 36 emendas que foram apresentadas, nenhuma pede mais benefício pro trabalhador. Todas são para fazer acordos individuais; o assédio ao trabalhador, o assédio à trabalhadora. Quando você faz o contrato individual, ou é desse jeito ou tu está fora. Aí uma pessoa que está precisando desesperadamente daquele trabalho vai aceitar. O acordo individual senador Rogério é assédio ao trabalhador, sim. Acordo coletivo não, e eu não defendo assédio ao trabalhador, eu defendo o acordo coletivo”, respondeu Aziz.
“A atitude de Rogério Marinho é um exemplo de como atua os parlamentares da extrema direita e, por isso que temos que reforçar a pressão e a nossa mobilização”, disse Sergio Nobre.
Em entrevista à TVT, o presidente da CUT, além de criticar a posição dos parlamentares de direita, reforçou o pedido de pressão até a vitória final.
“Agora é pressionar o presidente Davi Alcolumbre para colocar em votação, ainda em setembro, no Plenário, a PEC da redução da jornada e do fim da escala 6×1. Nossa pressão e mobilização garantiram uma vitória arrasadora na CCJ”, afirmou.
Como pressionar os senadores
Você também pode pressionar pela aprovação do fim da escala 6×1, enviando mensagens aos senadores. Basta acessar o Na Pressão. Acesse o link napressao.org.br e clique em pressionar. Também é possível acessar a plataforma clicando diretamente no banner superior no Portal da CUT.
A sua participação pode ser feita também por meio da plataforma da CUT: napressão.org.br s redes sociais. Use a hashtags #fimda6x1 e #ReduçãodejornadaJá!
Fonte: CUT
