Conad Inas | Cancelamento arbitrário de reunião pelo governo revela desrespeito com a população do DF
O governo Celina, através de seu Secretário de Economia, Valdivino Oliveira, determinou o cancelamento da reunião ordinária do Conselho de Administração do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (Conad-Inas) que aconteceria nesta terça-feira, 20 de outubro. Valdivino preside o conselho, que tem, por determinação regimental, 12 reuniões ordinárias ao ano. As datas de 2026 foram aprovadas em dezembro de 2025.
O cancelamento da reunião ordinária foi definido de forma arbitrária e comunicado na véspera do encontro, sem nenhuma consulta a conselheiras e conselheiros – revelando um profundo desrespeito com a instância, seus integrantes e com a população do Distrito Federal.
“Não existe dispositivo regimental que permita ao presidente cancelar unilateralmente uma reunião ordinária”, enfatiza Élbia Pires, coordenadora da Secretaria de Saúde do Sinpro e representante do sindicato no Conad-Inas, ao lado da também diretora da entidade Fátima Almeida. “O cancelamento implica em um novo encontro somente em novembro, o que significa um intervalo de tempo muito grande para um conselho com tantas demandas de fiscalização e acompanhamento”, destaca ela.
A 5 dias da eleição para o executivo local, o cancelamento traz prejuízos. Entre as funções primordiais do Conad-Inas está o monitoramento regular das atividades de empresas terceirizadas que atuam na prestação de serviços a beneficiários do GDF Saúde.
Conad-Inas
O Conselho de Administração do Inas é composto por 15 integrantes, sendo 8 indicados pelo governo e 7 indicados por entidades que representam beneficiários e beneficiárias. O Sinpro conta com duas representantes titulares: Élbia Pires, coordenadora da Secretaria de Saúde do sindicato, e Fátima Almeida, também dirigente da entidade.
A função do Conad Inas é acompanhar as ações da diretoria executiva e fiscalizar o andamento do plano de saúde, para que os direitos dos beneficiários sejam bem observados. Para isso, conselheiros e conselheiras monitoram também a gestão e a análise financeira.
