Comissão do Sinpro e SEDF realizam reunião

    Em reunião de negociação com a comissão do Sinpro, na tarde dessa quarta-feira (1º), representantes da secretaria de Educação (SEDF) confirmaram a realização de concurso público no próximo semestre.
    Em relação à chamada avaliação institucional, a SEDF afirmou que esta não tem relação com a política de meritocracia, sendo a continuidade de um levantamento de dados sobre as condições das escolas. Disse, inclusive, que a mesma pesquisa foi feita com gestores e de forma experimental com profissionais do magistério de Brazlândia em anos anteriores.
    Sobre a convocação dos pedagogos-orientadores educacionais, a secretaria informou que ainda não havia enviado solicitação à SEGAD para nomeação desses profissionais. Após pressão da direção do Sinpro, a SEDF comprometeu-se em viabilizar a solicitação. Durante a reunião, a SUGEPE recebeu a informação de que será divulgado nos próximos dias o novo resultado para o concurso de pedagogo-orientador educacional. A alteração no resultado ocorrerá em decorrência de ações judiciais.
    Com relação ao pagamento de insalubridade para quem atua em unidades socioeducativas, segundo a SEDF, este não será mantido por força de norma, apesar dos argumentos apresentados pela comissão de negociação. Com isso, o caminho deverá ser a via judicial, segundo avaliação da própria Secretaria.
    Durante a reunião, a SEDF disse que continuará a bloquear o pagamento do auxílio-creche para quem tem filhos (as) em escolas públicas, e que não vê condição de cobrança da devolução em condições diferentes do disposto na lei 840.
    Em outro momento, a comissão propôs que, junto com o concurso do magistério, fosse realizado concurso para monitores. Propôs debater a construção de uma legislação sobre o PDAF que considerasse as especificidades das escolas com turmas inclusivas, escolas integrais e Centros de Ensino Especial na definição de valor da verba. Outra proposta é de que não haja redução da equipe gestora em decorrência da redução de quantidade de alunos por conta da “montagem” de turmas inclusivas.
    A direção do Sinpro cobrou a publicação do abono das faltas-paralisação, reafirmando a posição histórica de reposição das compactações ou reduções com atividades extra-classe.
    Por fim, os representantes do Sindicato cobraram da SEDF o percentual de reajuste do vale-alimentação. Contudo, a secretaria eximiu-se, alegando que a definição não era sua competência.
    Os diretores Cleber Ribeiro Soares, Isabel Portuguez, Manoel Alves da Silva Filho, Rosilene Corrêa e Wiviane Farkas integraram a comissão do Sinpro.