Com uma semana de mandato, governador revela descompromisso com Educação

O novo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, volta a prometer que fará o crédito de pagamento dos atrasados neste sábado (10/1). Só que, desta vez, ele divulgou na imprensa que irá pagar somente os(as) servidores(as) da Saúde.
Vale ressaltar que a Saúde e a Educação são custeadas pelo recurso financeiro do Fundo Constitucional, dinheiro este que foi repassado pelo governo federal no início da semana. Além disso, o Fundo é responsável pela totalidade do pagamento do salário dos servidores Segurança.
Com esse anúncio, o governador demonstra que a Educação não passa de uma bandeira eleitoreira do novo governo. Aliás, os atrasos salariais mostram que tanto a Educação como a Saúde são tratadas como meras bandeiras eleitoreiras.
O velho método de usar direitos sociais com demagogia se revelou antes mesmo de o governo completar um mês de mandato. Assim, as promessas de modernidade durante a campanha eleitoral se desconstruíram.
O projeto de governo se revela autoritário quando promove sucessivas ações contra a classe trabalhadora de setores que lidam com direitos sociais essenciais. Um exemplo desse autoritarismo foi o descarte do calendário letivo construído democraticamente com a categoria docente e a imposição de um novo calendário com prejuízos à comunidade escolar.
Reproduzindo velhas e obsoletas práticas políticas, o novo governador e sua equipe parecem não ter trazido nada de novo. Por exemplo, ao manter a determinação expressa na portaria de distribuição de turma que estabelece que o coordenador de escola só poderá atuar a partir do segundo bimestre.
A receita é transformar atrasos salariais fabricados em gabinetes e justificativas artificiais para implantar medidas antidemocráticas e usar a Educação como primeira área a experimentar o chamado choque de gestão. Com esses atrasos de pagamentos e deixando mais de 50 mil servidores da Educação sem seus vencimentos, o governador joga com o que há de mais sagrado na relação entre o patrão e seus empregados: o salário.

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