Coletivo de Formação da CNTE debate prioridades de trabalho para o ano eleitoral

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realizou na quarta-feira (13) uma reunião virtual do Coletivo de Formação para retomar as atividades, sob coordenação da nova gestão, e discutir prioridades de trabalho em 2026. Este foi o primeiro encontro desde a eleição do novo secretário de Formação da CNTE, Gean Carlos, em janeiro.
Gean iniciou a condução do encontro com uma apresentação pessoal, comentando as expectativas de assumir o novo cargo. O secretário estava afastado da formação para atuar em outras pautas, como a defesa dos direitos humanos na direção da Secretaria de Promoção dos Direitos da Pessoa LGBTI+ do Sindicato dos(as) Trabalhadores(as) em Educação Pública do Espírito Santo (SINDIUPES), função que hoje concilia com o trabalho na CNTE.
“Já trabalhei com formação de lideranças comunitárias na década de 90, e retornar a essa pauta, ainda mais numa federação com o status da CNTE, é um grande desafio. Mas já conversei com vários diretores e com a presidenta sobre o que estava sendo feito. O movimento sindical do século XXI enfrenta uma grande adversidade, que é o combate à extrema direita crescente. Nós dirigentes sindicais temos o papel importante de fazer frente a essas atrocidades do fascismo”, disse Gean.
Em seguida, os participantes da reunião se apresentaram e compartilharam os esforços de formação nos estados e municípios realizados pelos sindicatos filiados.
Atuação em unidade
A presidenta da CNTE, Fátima Silva, destacou a importância do trabalho em unidade para enfrentar os desafios de desmonte da educação pública, plataformização do ensino e precarização das relações de trabalho para profissionais da categoria.
“A formação tem esse papel de ajudar a gente entender o nosso espaço enquanto parte da classe trabalhadora, mas também de formar para trabalhar o conjunto com os demais trabalhadores organizados na Central, e ter uma compreensão do que é o movimento sindical”, disse Fátima.
A CNTE pretende desenvolver um curso de formação voltado para a política sindical no mundo, com início previsto para 2027, segundo a presidenta. A ideia é aprofundar conhecimentos sobre a estrutura da Internacional da Educação (IE) e Internacional da Educação América Latina (IEAL), da Central Sindical das Américas (CSA) e da Central Sindical Internacional (CSI).
“Precisamos entender quais os passos que essas organizações tomam, quais são as disputas. E saber mais sobre a geopolítica colocada no mundo”, completou Fátima.
Luta contínua
Gean relembrou o papel decisivo da atuação organizada no contexto de eleições presidenciais, de parlamentares e governadores: “Não será uma luta fácil. Temos que conversar, já listar as pessoas, os locais, os grupos em que a gente vai se fortalecer. Vamos dialogar com o povo nas feiras, com os colegas das igrejas, do trabalho, os vizinhos e familiares”.
O Coletivo se reunirá virtualmente com frequência para articular estratégias de preparação dos sindicatos. Foi aberto um espaço de debate com sugestões sobre prioridades de trabalho durante a gestão de Gean e demais diretores da CNTE.
Os participantes apontaram que a plataforma de formação disponibilizada pela Confederação poderia ser aprimorada, com atualização dos conteúdos considerando a conjuntura atual. Os líderes filiados sugeriram também a criação de novos cursos especializados em outras áreas, como o tema socioambiental.
Fonte: CNTE
