Ex-ministros da Educação e da Justiça se unem contra planos de Bolsonaro

    Antecessores de Moro, de Governos de siglas distintas, alertam para o retrocesso que representa o decreto que libera o porte de armas. Os que precederam Weintraub expressam preocupação com Fundeb e autonomia universitária

    Não são poucas as vozes que pedem uma frente democrática suprapartidária para conter o que consideram ser ameaças à democracia promovidas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Diante da inação dos partidos e lideranças políticas, ex-ministros de vários Governos e vários espectros políticos vêm se unindo para alertar sobre o desmonte institucional e de políticas públicas em suas áreas. Nesta terça-feira foi a vez de onze encarregados da pasta de Justiça e seis da pasta de Educação. Os primeiros publicaram uma carta aberta na Folha de S. Paulo defendendo o controle de armas e munições e alertando para os “retrocessos” que o decreto assinado no dia 7 de maio, que facilita a compra e o porte nas ruas para diversas categorias, representa. Já os últimos se reuniram na Universidade de São Paulo (USP) de manhã e assinaram um comunicado no qual expressam preocupações urgentes, como a renovação do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) em 2020 e a escalada retórica contra as liberdades e a autonomia universitária. Há cerca de um mês, oito ex-ministros do Meio Ambiente também se reuniram na USP para denunciar o desmonte promovido na área.

    Os autores da carta na Folha são Aloysio Nunes Ferreira, Eugênio Aragão, José Carlos Dias, José Eduardo Cardozo, José Gregori, Luiz Paulo Barreto, Miguel Reale Jr., Milton Seligman, Raul Jungmann, Tarso Genro e Torquato Jardim. Muitos estão vinculados a partidos adversários, como o PT e o PSDB, e formaram parte dos últimos quatro Governos: Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), Dilma Rousseff (2011-2016) e Michel Temer (2016-2018). Para que se tenha dimensão dessa união, Reale Jr. foi um dos autores do pedido de impeachment de Rousseff, que tinha Cardozo como ministro Justiça, substituído em seguida por Jungmann na gestão Temer. Apesar de suas diferenças ideológicas e atritos recentes, decidiram destacar seus pontos em comum: “Cada um de nós trabalhou para que fosse estabelecida no país uma política de regulação responsável de armas e munições”, escreveram. “Independentemente dos partidos que estavam no poder e da orientação dos governos dos quais fazíamos parte, nosso compromisso sempre foi o de fortalecer avanços que consolidassem o Brasil como uma referência de regulação responsável de armas e munições para a América Latina e para o mundo”, acrescentaram mais adiante.

    Os ex-ministros, responsáveis pela área de Segurança Pública, explicaram que “a efetividade das políticas públicas depende de sua continuidade, monitoramento e avaliação constantes para que possamos aperfeiçoá-las e dar respostas a seus novos desafios”. Eles acreditam que “o controle de armas e munições no Brasil é uma agenda central para o enfrentamento do crime organizado e para a redução dos homicídios”, cujos índices continuam altíssimos mesmo com as políticas públicas vigentes —foram cerca de 64.000 em 2017. Por isso, demandam o “fortalecimento” dessas políticas postas em prática ao longo das últimas duas décadas, impedindo o que consideram ser “retrocessos”.

    Ao longo da campanha eleitoral de 2018, o então candidato Bolsonaro prometeu reiteradas vezes que seu Governo acabaria com o Estatuto do Desarmamento, aprovado pelo Congresso Nacional em 2003. A legislação proíbe que civis circulem com armas e munições pelas ruas e estabelece normas e restrições para a posse em casa, além de estabelecer mecanismos de controle de produção, circulação e comercialização. “De acordo com o Mapa da Violência, na década seguinte à sua aprovação, o Estatuto do Desarmamento ajudou a salvar a vida de cerca de 133.000 brasileiros”, escreveram. “Apesar desses avanços, agora se articula o desmantelamento de uma lei largamente discutida, democraticamente votada e universalmente executada por diferentes governos”, alertaram.

    Eles terminam a carta fazendo um apelo. “Como ex-ministros e cidadãos, estamos convencidos de que ampliar o acesso às armas e o número de cidadãos armados nas ruas, propostas centrais dos decretos publicados pelo Executivo federal, não é a solução para a garantia de nossa segurança, de nosso desenvolvimento e de nossa democracia”, argumentaram. “Ao invés de flexibilizar os principais pilares do controle de armas e munições de nosso país, precisamos proteger o legado das conquistas que protagonizamos e concentrar nossos esforços na função primordial do Estado: garantir o direito à vida e a segurança para todos”, finalizaram.

    Unidos pela Educação

    Diante dos duros contingenciamentos —que podem se tornar cortes irreversíveis— na Educação e a escalada retórica contra professores e universidades, tida como uma ameaça a autonomia pedagógica e universitária, seis ex-ministros se reuniram também nesta terça para lançar um comunicado em conjunto. “O Brasil perdeu todo o século XX na educação, que o Constituinte colocou no alto das prioridades. E os indicadores começaram a mudar para melhor. O que exige da nossa parte um compromisso com as políticas de Estado construidas nos últimos 30 anos”, afirmou Fernando Haddad (PT), que dirigiu a pasta de Educação entre 2005 e 2012 durante os Governos Lula e Dilma Rousseff.

    Além do petista, adversário de Bolsonaro nas últimas eleições, estiveram presentes José Goldemberg (Governo Fernando Collor), Murílio Hingel (Governo Itamar Franco), Cristovam Buarque (Governo Lula), Aloizio Mercadante e Renato Janine Ribeiro (os dois últimos do Governo Dilma). O ministro Paulo Renato Souza (PSDB), que ocupou o ministério durante o Governo FHC, morreu em 2011, mas a frente de ex-ministros contou com a colaboração de auxiliares do tucano na elaboração do comunicado. José Mendonça Bezerra Filho (DEM), que foi ministro do Governo Temer, declinou o convite, enquanto que Rossieli Soares, seu sucessor na pasta ainda na gestão do emedebista, não foi chamado por ocupar a secretaria de Educação do governo paulista de João Doria —o que poderia comprometer suas relações com o Ministério da Educação (MEC). Outros ocupantes da pasta, como Tarso Genro e Henrique Paim, foram acionados e não puderam comparecer ou não responderam.

    Assim como os ex-ministros da Justiça, destacaram seus pontos em comum. “Somos pessoas com divergências, mas construímos o consenso diante da importância da educação. Um consenso que abrange direita, esquerda, organizações, sindicatos, municípios e estados”, destacou Janine Ribeiro. “Sentimos uma ameaça nessa marcha que foi feita nessas décadas, embora mais devagar do que gostaríamos, com o risco à autonomia universitária, ao risco financiamento da educação de base nos estados… O que está acontecendo é muito pior do que imaginávamos”, alertou Buarque. “Estamos tentando dar nossa contribuição para que essa marcha não seja interrompida, mas, sim, acelerada”, concluiu.

    Os seis ex-ministros anunciaram a criação de um Observatório da Educação brasileira para dialogar com organizações, secretários municipais e estaduais e reitores sobre os desafios e ameaças de desmonte promovidas pelo Governo Bolsonaro. Asseguram que também estão abertos ao debate com o MEC, hoje gerido por Abraham Weintraub. Entre suas preocupações mais urgentes, destacaram a expiração do Fundeb em 2020, um fundo nacional que financia a educação básica nos estados e municípios e ajuda a promover uma política de valorização dos professores. Criado por FHC em 1996 e renovado por Lula em 2006, deverá ser reformulado a partir do ano que vem. Mas até o momento o Governo Bolsonaro não deu sinais de como isso será feito. “O Fundeb é um sonho acalentado por décadas pelos educadores brasileiros, que sempre defenderam a criação de um fundo nacional que garantisse um investimento mínimo por aluno não importando seu local de nascimento”, explicou Haddad. Já Mercadante defendeu que “no Plano Nacional de Educação estão as principais metas e estratégias, uma bússola que mesmo durante a tempestade econômica deve ser preservada”.

    Outra preocupação urgente diz respeito à autonomia de professores e universidades. Bolsonaro ganhou as eleições denunciando uma suposta doutrinação marxista em colégios e centros de ensino superior, além da promoção do que chama “ideologia de gênero”. Sua incendiária retórica continua a mesma, e Weintraub chegou a anunciar que cortaria recursos das instituições que promovem “balbúrdia” em seu campus. Contra esses cortes e discursos, milhares de estudantes e professores ocuparam as ruas de centenas de cidades nos dias 15 e 30 de maio.

    “Quando Bolsonaro disse que queria regredir em 50 anos nos costumes, de alguma forma ele responsabilizou a Educação por essa imoralidade, que nós chamamos de liberdade”, explicou Janine Ribeiro. “Viver com diversidade é da natureza da universidade. Tenho a impressão que esses ataques que vêm sendo feitos são mal dirigidos. Temos experiências de professores de direito que foram braço do regime militar”, argumentou por sua vez Goldemberg, que foi reitor da USP nos anos 80.

    As ideias do Governo para a área estão voltadas para a regulamentação do homeschooling—ensino feito em casa pelos pais—, combate a “ideologia de gênero” e a implantação do projeto Escola Sem Partido, que promete eliminar uma suposta doutrinação dentro da sala de aula —seus críticos apontam para a perseguição de professores e alunos. “A qualidade no Ensino Fundamental sempre melhorou. E no Ensino Médio também, ainda que menos. Se tiramos o foco disso, da aprendizagem, vamos piorar de novo. A escola vai perder a centralidade no processo do ensino”, destacou Haddad. Os seis ex-ministros ainda aproveitaram a ocasião para defender Paulo Freire, patrono da educação brasileira. Sua obra é reconhecida internacionalmente e estudada nas mais importantes do mundo. Contudo, virou alvo de Bolsonaro, que promete extirpar o educador das escolas. “Ele é inconveniente porque fazia a associação entre alfabetização e uma ideia de conscientização e descoberta de que todos são iguais e têm que ter oportunidades, enquanto outros sistemas podem limitar essa proposição”, destacou Hingel.

    Fonte: El País Brasil

    Sinpro premia vencedores do X Concurso de Redação e Desenho

    Estudantes, professores e a comunidade escolar lotaram o auditório do Sinpro durante a tarde dessa quinta-feira (16) durante cerimônia de premiação do X Concurso de Redação e Desenho do Sinpro. Trabalhando a temática da violência contra a mulher, 4.028 mil redações e desenhos foram inscritos por estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal, mostrando o interesse dos alunos em participar e mostrar que o fim da violência contra a mulher depende de todos nós.

    Diante da necessidade de refletir sobre as causas e as consequências da violência, buscando assim soluções, o Concurso trouxe como tema Feminicídio: ato final da violência doméstica. Para o coordenador da Secretaria de Imprensa do Sinpro, Cláudio Antunes, o concurso é uma gota no oceano de esperança por mudanças. “Esse concurso nasceu após o assassinato do professor Carlos Mota, e após isso lançamos a campanha Quem bate na escola maltrata muita gente. A partir daí veio a ideia de lançar o concurso de redação com vários temas para que as escolas, estudantes e a sociedade pudessem debater pontos de grande relevância”, afirma o diretor.

    Primeiro lugar na categoria Redação: 4º e 5º anos do ensino fundamental, Juliana Souza Duarte diz que uma das grandes importâncias do concurso é a de propor mudanças em pontos relevantes para a sociedade. “Quando a escola para e debate a violência contra a mulher, ela propõe medidas que possam acabar com casos de feminicídio, por exemplo. Projetos como este são muito importantes para que nós, estudantes, possamos lutar contra essa questão, que infelizmente cresce a cada dia”, afirma a aluna da Escola Classe 204 Sul.

    O Concurso de Redação do Sinpro-DF faz parte da Campanha contra a Violência nas Escolas, uma iniciativa do sindicato adotada em 2008 para ensejar, entre os(as) estudantes da rede pública de ensino, a reflexão sobre as causas, as consequências e as soluções para a violência – um problema que afeta toda a sociedade. É com esta preocupação que o sindicato tem debatido várias temáticas ao longo dos últimos nove anos, fomentando o sonho e a esperança de um mundo mais justo, igualitário e com menos desigualdades.

    Caderno  – X Concurso de Redação 2019

    Fotos: Deva Garcia

    Após quatro anos de espera, orientadores (as) educacionais tomam posse na Secretaria de Educação

    As escolas públicas do Distrito Federal receberam o reforço de 234 novos orientadores (as) educacionais. Além deles, 54 professores (as) também foram convocados (as) para reforçar o quadro da Secretaria de Educação.

    Durante todo o dia da quinta-feira (04/04), o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) participou da cerimônia de posse dos convocados, realizada no Centro de Ensino Médio Paulo Freire, na Asa Norte. Além de dar as boas vindas aos novos (as) servidores (as), equipes do Sindicato filiaram e orientaram sobre a importância do Sindicato para o fortalecimento da categoria.

    Há quatro anos, o Sinpro-DF, juntamente com uma comissão de aprovados, cobrava do GDF as nomeações dos (as) profissionais que passaram no concurso público realizado no final de 2014 e estava prestes a vencer.

    A diretora do Sindicato, Meg Guimarães, que participou da Comissão de Negociação do Sinpro-DF,  lembrou que a posse é uma conquista da categoria.

    “Essa é uma grande vitória para a educação. Há quatro anos, lutamos para que as pessoas que passaram no concurso público de 2014 fossem nomeadas. Agora, vamos lutar para a Secretaria de Educação cumprir a promessa, e nomear o restante dos aprovados até o dia 7 de maio, data que vence o concurso”, lembrou Meg.

    Já o diretor do Sinpro, Luciano Matos, que também é orientador educacional, lembrou da atuação e da garra dos futuros colegas para serem nomeados. “Hoje é um dia especial para todos nós que lutamos por essas nomeações. Antes de tomar posse, esses servidores mostraram que estão comprometidos com a Educação. Muitos dos orientadores se sindicalizaram e fortalecerão ainda mais a luta da categoria”, pontuou Luciano.

    O sentimento dos recém-empossados era o mesmo: um dia de comemoração de um sonho realizado. “Só temos o que comemorar. A atuação do Sinpro-DF foi fundamental para a nossa convocação. Agora, farei a minha parte para contribuir para desenvolver a educação do Distrito Federal. A nossa maior luta é por uma educação de qualidade”, lembrou Rogério.

    “Foi um caminho árduo, mas graças a mobilização da categoria e, principalmente, do SinproDF em cobrar a nossa nomeação,  conseguimos vencer mais essa etapa”, comorou Zilma Bispo.

    Sinpro convoca a categoria para o Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência

    A diretoria do Sinpro convoca os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais a participarem do Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência, que será realizada em todo o país nessa sexta-feira (22). No Distrito Federal, o ato público acontecerá na Praça Zumbi dos Palmares (Conic), às 17h, mas ao longo do dia faremos manifestações nas redes sociais.

    A orientação é que a categoria faça faixas contrárias à reforma, tire fotos e encaminhe para o WhatsApp do sindicato (99323-8131). As escolas que desejarem fazer esta foto coletiva pela manhã, durante a coordenação, poderão encaminhar para o mesmo telefone que ao longo do dia 22 postaremos em nossas redes sociais.

     

    Todos contra a reforma

    Vamos dizer não para a reforma da Previdência. Nessa sexta-feira (22), milhares de trabalhadores(as) ocuparão as ruas dos quatro cantos do país contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019 no Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência. O ato foi aprovado pelos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais durante Assembleia Geral, e durante a semana o Sinpro enviará carro de som às regiões administrativas conclamando a população a participar desta importante e necessária atividade.

    A data marca a resistência dos(as) trabalhadores(as) brasileiros(as) contra o fim do direito à aposentadoria, que é o que vai acontecer se a PEC 06/2019 for aprovada pelo Congresso Nacional, onde está tramitando. Em várias cidades do Brasil haverá panfletagens, atos, manifestações e assembleias. No Distrito Federal

    Sérgio Nobre, Secretário Geral da CUT, afirma que a data é um dia de alerta para que a classe trabalhadora se conscientize sobre a realidade do Brasil – de ataques aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras – e um esquenta para uma greve geral que deve acontecer, caso Bolsonaro insista em aprovar a reforma da Previdência. “Temos um grande motivo para uma greve geral e 22 de março será um dia de alerta. A CUT e as centrais orientaram seus sindicatos, que estão dialogando com os trabalhadores sobre o que representa essa reforma. A sociedade precisa ter noção do que está acontecendo”, diz o dirigente.

    Entre as principais perversidades da proposta estão a obrigatoriedade da idade mínima para aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para mulheres, o aumento do tempo de contribuição 15 para 20 anos e o fim das condições especiais para trabalhadores rurais e professores terem direito ao benefício. A PEC da reforma da Previdência ainda traz a possiblidade de ser implantado o regime de capitalização, em que o trabalhador contribui mensalmente, em uma conta individual, administrada por financeiras privadas.

     

    Manifestação Popular

    O desmonte do sistema previdenciário, o fim do sonho da aposentadoria e a tentativa de Bolsonaro ‘acabar de vez’ com as leis trabalhistas, na avaliação de Sérgio Nobre, são motivos para que o trabalhador reaja é vá às ruas na sexta-feira 22, Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência. “A vida do trabalhador nunca foi fácil, mas foi sempre em momentos de dificuldade que a nossa luta conquistou e manteve direitos. E agora não pode ser diferente”, diz Sérgio, reforçando também a necessidade de pressionar parlamentares para que votem contra a proposta porque, segundo ele, é desta maneira que se sensibiliza parlamentares: “tem que dizer ‘camarada’, votei em você para melhorar a vida do povo e não para tirar direito do trabalhador”.

     

    Veja os locais onde serão realizados atos no dia 22

    São Paulo: Capital: ato às 17h, em frente ao MASP, na Avenida Paulista

    Rio Grande do Sul: Porto Alegre: ato às 18h, na Esquina Democrática

    Mato Grosso do Sul: Campo Grande: paralisação com ato público às 9h na Praça do Rádio Clube. Em todo o estado a FETEMS realizou assembleias com os trabalhadores, que aprovaram greve geral no dia 22.

    Ceará: Fortaleza: ato às 8h na Praça da Imprensa (bairro Dionizio Torres)

    Santa Catarina: Florianópolis: ato em defesa da Previdência, às 17h, no Ticen.

    Acre: Rio branco: ato e panfletagem às 8h, em frente à sede do governo do estado (Palácio Rio Branco).

    CLDF realiza sessão solene em homenagem aos 40 anos do Sinpro

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por iniciativa da deputada distrital Arlete Sampaio, realiza uma sessão solene em homenagem aos 40 anos de luta do Sindicato dos Professores no Distrito Federal – Sinpro-DF. O encontro será realizado no dia 18 de março, às 19h, no Plenário da CLDF.

    Toda a categoria está convidada a participar do evento, já que a história do sindicato é resultado da participação de todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais.

    Sinpro faz transmissão ao vivo para falar sobre a PEC da aposentadoria de Bolsonaro

    O Sinpro realiza às 19h desta sexta-feira (01), com transmissão ao vivo pelo Facebook, um tira-dúvidas sobre como será feito o cálculo da aposentadoria caso a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro seja aprovada pelo Congresso Nacional. A transmissão será feita ao vivo e o coordenador da Secretaria de Imprensa do Sinpro, Cláudio Antunes, responderá as dúvidas dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais.

    A transmissão será feita pela fanpage oficial do Sinpro no Facebook. Não perca e aproveite a ocasião para esclarecer suas dúvidas em tempo real.

    TORNEIO DE FUTEBOL PAULO FREIRE

    A diretoria colegiada do Sinpro promove nos dias 23 e 24 de fevereiro de 2019, na Chácara do Professor, o Torneio de Futebol Paulo Freire, para Professores e Professoras Sindicalizados. O evento tem como objetivo recepcionar os(as) professores(as) para mais um ano letivo, além de promover momentos de confraternização e celebração dos 40 anos do Sinpro. “Eventos como esse têm uma importância muito grande, porque oferecem à categoria um momento de confraternização e união, além de incentivar a atividade física e a qualidade de vida dos professores e professoras. Por isso é importante a participação de todos e todas para que, juntos, possamos iniciar o ano letivo de maneira saudável e alegre”, afirma a coordenadora da Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro, Thaís Romanelli.

    O Torneio será dividido nas categorias masculina e feminina, com dez participantes em cada uma delas. Na parte da manhã os jogos terão início às 9h, e de tarde, às 14h.

    Os três primeiros colocados ganharão troféus e todos os participantes receberão camiseta do evento. É importante salientar que os uniformes dos times ficarão a cargo de cada equipe.

    O capitão de cada equipe será o responsável pelo preenchimento e envio da  ficha de inscrição dos jogadores e deverá devolvê-la para o e-mail joelma@sinprodf.org.br.

    Monte seu time, traga sua família e comemore esse momento conosco.

    Mais informações com Joelma (3343-4209).
    Clique aqui e veja o regulamento.

    PEC 06/2019 | Reforma da Previdência de Bolsonaro reduz salário líquido e dificulta acesso à aposentadoria

    O presidente Jair Bolsonaro entregou, nesta terça-feira (20), ao Congresso Nacional, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2010, que institui a reforma da Previdência.

    O Sinpro-DF apresentará pelo Facebook, às 20h30 desta terça (20), os pontos mais importantes da PEC. Assista! E participe.

    Assista logo mais no nosso Facebook
    https://www.facebook.com/sinprodf/

    Comunicado sobre a Semana Pedagógica

    A diretoria colegiada do Sinpro-DF comunica que, a pedido da categoria, a atividade da Semana Pedagógica prevista para ocorrer nesta sexta-feira (22), cujo título é Educação Especial e seus desafios, foi adiada para o mês de abril. Ela será realizada no formato de seminário com oficinas pedagógicas.

    A Secretaria de Política Educacional pede a atenção de todos e todas para acompanhar pelo site do Sinpro-DF a divulgação da nova data a ser feita posteriormente.

    Confira, a seguir, a matéria sobre a Semana Pedagógica com todos os temas:

    Sinpro promove nova Semana Pedagógica

    O Sinpro realizará, de 15 a 22 de fevereiro, no Auditório Paulo Freire (SIG quadra 6), a Semana Pedagógica dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais. A Semana trará uma série de atividades pedagógicas com a perspectiva de cumprir uma pauta de debates solicitada pela categoria, e dentre os temas que serão debatidos estão a Reforma do Ensino Médio e Base Nacional Comum Curricular (BNCC); a Militarização das escolas; os direitos humanos e segurança pública na conjuntura atual; a formação de professores(as); a conjuntura nacional e internacional; Gestão Democrática na conjuntura de militarização; Projeto Político Pedagógico (PPP); Ciclos e Semestralidade; Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Educação Especial e seus desafios. Ao término do encontro, professores(as) e orientadores(as) receberão um certificado.

    O tema Ciclos e Semestralidade será debatido pela terceira vez, uma vez que o Plano Distrital de Educação (PDE) determina que todas as escolas públicas do Distrito Federal se organizem na semestralidade e que as séries finais passem a se organizar como um ciclo. Desta forma é importante trazer este tema novamente ao debate para que a categoria possa aprofundar esta discussão e dar sua opinião a respeito.

    Outra temática importante é sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA). As escolas que trabalham com EJA estão tendo várias dificuldades de organização para manter a Educação de Jovens e Adultos viva no DF. Segundo a coordenadora da Secretaria de Política Educacional do Sinpro, Berenice Darc, os debates são de grande importância para o crescimento e aprendizado da categoria. “Essa atividade é de grande importância para a categoria, que continua se interessando pelo debate como forma de enriquecimento pessoal e de formação. A Semana Pedagógica traz assuntos atuais, que são temáticas que inquietam os professores e orientadores. Com isso, o Sinpro cumpre seu papel de formador, trazendo esses pontos polêmicos para o debate de toda a categoria”, ressalta Berenice.

    Participe!

    Confira as inscrições para todos os dias:

    Semana Pedagógica – dia 15 (noite)
    Semana Pedagógica – dia 16 (manhã)
    Semana Pedagógica – dia 18 (manhã)
    Semana Pedagógica – dia 18 (tarde)
    Semana Pedagógica – dia 19 (manhã)
    Semana Pedagógica – dia 19 (tarde)
    Semana Pedagógica – dia 21 (manhã)
    Semana Pedagógica – dia 21 (tarde)
    Semana Pedagógica – dia 21 (noite)

     

     

     

    O crime ambiental de Brumadinho/MG escancara o mal da política desenfreada de privatização, que causa concentração de renda, agride o meio ambiente e ceifa vidas humanas

    Assim como toda sociedade brasileira, os/as educadores/as de todo o Brasil também estamos consternados com o crime ambiental cometido, mais uma vez, contra o povo de Minas Gerais. Um crime que não se circunscreve somente ao povo mineiro, mas que afeta toda a humanidade porque a nossa Terra Mãe, que a todos abriga, foi agredida dessa forma vil que estamos a assistir pelas imagens repercutidas desde Brumadinho. A repercussão do caso estampa manchetes de jornais, produz coberturas ostensivas do nosso telejornalismo e mobiliza a Internet e as redes sociais. Mas algumas questões devem ser explicitadas nesse caso, para além da abordagem que a nossa grande mídia tem dado ao caso.

    Em primeiro lugar, é fundamental que todos tenhamos clareza de como denominar mais esse ataque brutal à mãe natureza: não se trata de uma simples tragédia ambiental ou mero acidente, como a cobertura dos grandes jornais brasileiros estão a fazer. O que vimos acontecer em Brumadinho nessa semana que se passou foi um crime ambiental gravíssimo! E ao reconhecermos como crime, e não como uma tragédia ou acidente, temos a obrigação política e moral de indicarmos o criminoso por trás do crime. É isso que a imprensa não quer mostrar desde o outro crime cometido pela mesma empresa, em novembro de 2015, até hoje impune e com sequelas irreparáveis para toda a região do Rio Doce. A impunidade, como todos sabemos, é o melhor incentivo para a perpetuação do crime. Quantas outras barragens serão rompidas, rios mortos e vidas ceifadas precisaremos ter ainda? E a mais cristalina verdade indica a todos que a punição não acontece porque envolve uma grande empresa, como o é a Vale.

    Outra questão que não pode ser subestimada nesse crime ambiental, e que também é negligenciada em toda essa cobertura sensacionalista que estamos tendo sobre o caso, é a sua motivação. Quando a Vale do Rio Doce foi criada por Getúlio Vargas, em 1942, a ideia era que essa empresa, junto com outras que estavam também sendo criadas naquele período, formasse um complexo industrial no país que o ajudasse a modernizar a sua economia. Em 1997, já gigante, a Vale do Rio Doce foi privatizada, com financiamento subsidiado pelo governo brasileiro (o que significa na prática que toda a sociedade do país ajudou a entregar esse patrimônio em mãos privadas). Essa privatização trouxe consigo, como o é natural, a ganância do lucro acima de qualquer outro valor, seja ambiental ou pela vida humana. Foi a ganância pelo lucro que motivou e fez, agora, romper aquela barragem de Brumadinho. Tudo isso junto com um setor da nossa economia totalmente desregulado porque capitulado por esses grandes interesses.

    O lucro de uns poucos não pode nunca se sobrepor a vidas humanas e ao cuidado com o nosso meio ambiente. Exigimos a apuração e a punição aos responsáveis por mais esse crime perpetrado contra toda a humanidade e contra, em especial, ao povo mineiro de Brumadinho. Nos solidarizamos de forma veemente com as vítimas desse crime. Denunciaremos, sem descanso, o crime de lesa pátria que esse governo tenta impor ao povo brasileiro, com sua obsessão em privatizar nossas riquezas naturais, como se pretende fazer agora com o nosso petróleo e energia. O lucro dos gananciosos não soube lidar com o minério de ferro e não saberá também lidar com o petróleo e nossa energia elétrica!