População vai às ruas e diz não à onda de retrocessos proposta por Bolsonaro

    Mais de um milhão de brasileiros(as) saíram às ruas nessa quarta-feira (15) em defesa da Educação e dos direitos da classe trabalhadora. Em um nítido sinal de reprovação com a reforma da Previdência proposta pelo presidente Bolsonaro, em defesa do direito à aposentadoria e contra o corte de investimentos na Educação, professores(as), estudantes, sindicatos, funcionários técnico-administrativos da rede pública de ensino e da rede privada, e trabalhadores(as) de todo o país ocuparam as ruas e deflagraram a Greve Nacional da Educação.

    O protesto, que precede a Greve Geral que será realizada no dia 14 de junho, foi uma resposta ao projeto de desmonte da educação pública conduzido por Jair Bolsonaro (PSL) e pelo ministro da Educação Abraham Weintraub, e à política de retrocessos e de desrespeito que o governo federal tem adotado com o(a) trabalhador(a).

    O corte de 30% no orçamento discricionário de 2019 para todas as universidades e institutos federais anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) há alguns dias representa um duro golpe à luta por uma educação pública de qualidade, e para a diretoria do Sinpro as mobilizações mostraram que a população é totalmente contrária às políticas de Bolsonaro e de sua equipe ministerial.

    O futuro de um país passa diretamente pelo respeito à Educação, e não é com o corte de verbas que encontraremos esse caminho. A trajetória de crescimento, de progresso, de uma vida digna à população e de avanço nos mais variados segmentos do país passa pelo investimento em escolas, universidades e na educação, fato que esse governo tenta acabar. Contra todo desrespeito e à tentativa de retrocessos do governo Bolsonaro a paralisação da educação tomou conta das escolas, institutos federais, universidades, praças, ruas e avenidas das capitais de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal, além de centenas de cidades do interior do país.

    A população está unida contra os cortes na educação e contra a proposta de reforma da Previdência, que vai impedir o acesso à aposentadoria de milhões de brasileiros(as).

     

    Idiota é quem não luta, Bolsonaro

    Em meio às manifestações pacíficas e democráticas realizadas por milhões de brasileiros ao redor do Brasil, Bolsonaro mostrou, mais uma vez, que não entende a importância da democracia. Durante breve conversa com jornalistas nos Estados Unidos, o presidente disse que a luta em defesa de recursos para a educação é feita por “idiotas úteis”, classificados por ele como “militantes” e “massa de manobra”. Além disso, afirmou que os estudantes que estão nas ruas “não sabem nem a fórmula da água” e servem de instrumento político para “uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais”.

    A fala de Bolsonaro revela um total desconhecimento com relação aos protagonistas do ato, uma vez que participaram do Greve Nacional da Educação trabalhadores das mais variadas áreas e brasileiros que empunhavam a bandeira do respeito aos seus direitos, direitos esses conquistados diante de muita luta.

    A diretoria do Sinpro sempre estará na luta por mais investimentos na educação, na luta pelos direitos da classe trabalhadora e na busca por uma educação de qualidade a cada brasileiro. Não nos calaremos diante do autoritarismo e da tentativa de retrocessos. É diante da luta que conquistaremos nossas vitórias.

     

    Professores do DF no ato

    Professores(as) e orientadores(as) vieram de todas as regiões administrativas do Distrito Federal participar do ato em defesa da Educação, da aposentadoria e contra as políticas de retrocessos apresentadas pelo governo federal. Unidos aos demais trabalhadores e estudantes da capital federal, marcharam do Museu Nacional da República até o Congresso Nacional, e depois retornaram em marcha até a Rodoviária do Plano Piloto.

     

    Beco sem saída

    O Sinpro apresentou nessa quarta-feira (15), durante a Greve Nacional da Educação, uma abordagem lúdica para explicar à população o que a reforma da Previdência fará caso seja aprovada. Em uma cabine, o cidadão é convidado a entrar para descobrir quem é a pessoa que não vai se aposentar com a reforma de Jair Bolsonaro. Ao passar pela cortina e entrar na cabine, a pessoa se depara com uma pergunta (Quem não vai se aposentar com a reforma da Previdência) e uma porta. Ao abrir, descobre que é ele mesmo que vai ficar sem se aposentar.

    A abordagem lúdica explica à população o quanto a reforma é prejudicial para todos(as) os(as) trabalhadores(as) e para os jovens que ao concluir seus estudos, terão dificuldades em ingressar no mercado de trabalho.

    Juntamente com a cabine o Sinpro entregou um panfleto espelho explicando os prejuízos da reforma, disponibilizando contatos telefônicos dos parlamentares do Distrito Federal para que cada um ligue e peça para votar contra.

    Aqueles(as) que quiserem que o sindicato leve a cabine para passar um dia na escola para que professores(as) trabalhem o tema com a comunidade escolar e com os próprios estudantes nos horários de entrada de turno ou dias de reunião podem ligar para a imprensa do Sinpro (3343-4236) e agendar o dia que querem a cabine do Beco sem Saída na sua escola.

    Sinpro inicia Plenárias nas Cidades. Planaltina e Plano Piloto realizaram os primeiros encontros

    O Sinpro-DF iniciou nessa quinta-feira (04) a primeira jornada de reuniões das plenárias nas cidades, espaço onde professoras (es) e orientadoras (es) educacionais têm a oportunidade de dialogar as agendas aprovadas na última assembleia da categoria.

    Os primeiros debates foram realizados em Planaltina, no Centro Educacional 01, e no Plano Piloto, no Sinpro localizado no SIG. Em pauta, os desdobramentos da Reforma da Previdência, as últimas atualizações acerca da campanha salarial e a questão da intervenção militar nas escolas do Distrito Federal x Gestão Democrática.

    “As plenárias nas cidades representam um espaço muito importante para a categoria discutir temas do seu interesse, aprofundar informações e apresentar seus pontos de vista, dialogando com os diretores do Sinpro-DF. É um momento de escuta, de reflexões oportunas, e por isso de fundamental relevância para as ações do sindicato”, afirmou Cláudio Antunes, diretor de Imprensa e Divulgação do Sinpro-DF, que participou da plenária do Plano Piloto.

     

    Confira as próximas agendas das Plenárias nas Cidades:

    11/04 – Sobradinho (CEM 01, Ginásio) e Ceilândia (CEM 03)

    16/04 – Samambaia (CED 304) e Paranoá (Cedep)

    23/04 – Gama (Subsede do Sinpro), Guará (CEF 04) e Brazlândia (CEM 01)

    30/04 – Taguatinga (Cemab), Núcleo Bandeirantes/Riacho Fundo (CEM Urso Branco, antigo CEMNB) e Santa Maria (CEF 213)

    07/05 – Recanto das Emas (CEF 301) e São Sebastião (CAIC)

    Participe do Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência enviando sua foto

    Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais já podem enviar fotos para o protesto que faremos nessa sexta-feira (22), nas redes sociais. O protesto é parte das atividades do Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência, que será realizado em todo o país contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019. No Distrito Federal, o ato público acontecerá na Praça Zumbi dos Palmares (Conic), às 17h.

    As professoras da Escola Classe 415 Norte já enviaram várias imagens, que já estão sendo editadas. Não deixe de participar e já envie suas fotos com faixas contrárias à reforma para o WhatsApp do Sinpro (99323-8131). As escolas que desejarem fazer esta foto coletiva pela manhã, durante a coordenação, poderão encaminhar para o mesmo telefone que assim que recebermos postaremos em nossas redes sociais.

    Sinpro-DF integra Cortejo do Dia Internacional de Luta das Mulheres

    O Dia Interacional da Mulher, comemorado nesta sexta-feira, 8 de março, será um dia de luta e união das mulheres no Distrito Federal. Para celebrar a data, a CUT Brasília e sindicatos filiados integrarão a ala Lula Livre. A atividade será realizada na Esplanada dos Ministérios, com concentração às 16h, no gramado da rodoviária do Plano Piloto.

    A diretora de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF Vilmara Pereira convoca todas as companheiras professoras e orientadoras para se somarem a esta importante mobilização. “Esta será a primeira grande manifestação de massas em Brasília, no centro do poder político, abrindo a temporada de lutas contra o governo que continua com  o projeto golpista inciado por Temer de retirada de direitos. Seguiremos em cortejo contra a reforma da Previdência, contra o feminicídio, contra o racismo. Existe um grito preso em nossas gargantas que clama por uma sociedade livre e pacífica, com menos armas e mais livros e com mais respeito e tolerância. Basta de Violência e de preconceitos”, conclamou a diretora.

    A dirigente ainda relembra que outra importante bandeira de luta é contra a Intervenção Militar nas escolas.  “defendemos segurança nas ruas e nas comunidades para garantir, inclusive, o acesso da comunidade escolar às escolas. Entendemos que lugar de polícia é nas ruas, assegurando o direito de ir e vir a todas e todos e não dentro das escolas. Para as escolas precisamos é de mais professores(as), orientadores(as), e recursos. A militarização é mais uma forma de amordaçar, censurar estudantes e educadores(as) em sua liberdade de se expressar, de educar e de aprender”, ressalta.

    O Cortejo do Dia Internacional de Luta das Mulheres está sendo construído por mais de 90 organizações e coletivos ligados à luta das mulheres. Neste ano, o ato tem como lema “Pela vida de todas as mulheres, resistiremos!”, que denunciará o aumento dos números crescentes de feminicídio (assassinato de mulheres pelo fato de serem mulheres) e os ataques aos direitos sociais e trabalhistas. Questões como o repúdio à reforma da Previdência de Bolsonaro, o fim do genocídio de indígenas e quilombolas, a valorização da Lei Maria da Penha e da Casa da Mulher Brasileira, o poder de decisão da mulher sobre o próprio corpo, a revogação da reforma trabalhista, o fim do desmonte da saúde pública, além da luta pelo desarmamento e por justiça para Marielle Franco – executada em março de 2018 –, são algumas das bandeiras levantadas.

    A atividade será composta por várias alas, que serão animadas por batuqueiras, cirandeiras, artistas circenses e outras atrações. Além da ala Lula Livre, também haverá a ala Justiça para Marielle, a ala Noiva Cadáver (contra o feminicídio), a ala LesBiTrans (LGBTI), a ala Feminismo Popular e várias outras.

    Ainda na concentração do ato, serão realizadas falas políticas e intervenções culturais. Um grupo de mulheres transitará na rodoviária do Plano Piloto para dialogar com a população sobre a pauta levantada pelo Cortejo e convidar mulheres e homens a se somarem ao ato.

     

    Serviço

    Cortejo do Dia Internacional de Luta das Mulheres

    Data: 8 de março
    Concentração: 16h, no gramado da rodoviária do Plano Piloto
    Saída do Cortejo: 18h
    Trajeto: Marcha pela Esplanada dos Ministérios até a Alameda das Bandeiras; finalização do ato na Praça dos Prazeres (201 Norte)

    Mais informações: https://www.facebook.com/8demarcounificadas/

     

    Com informações CUT Brasília 

    Distribuição de laranjas marca dia de luta contra a reforma da Previdência

    O ‘Laranjal de Bolsonaro’ interrompeu a rotina de quem passou pela plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, na tarde desta quarta-feira (20). Convocados pela CUT Brasília, trabalhadores e dirigentes sindicais distribuíram panfletos e laranjas à população neste Dia Nacional de Luta e Mobilização Contra a Reforma da Previdência, que mobilizou as principais capitais do país em protesto contra o fim das aposentadorias.

    A ideia chamou a atenção e muita gente fez questão de parar para receber as frutas e conversar com os sindicalistas. “Eu sou contra a reforma da Previdência”, declarou Maria Lúcia, uma trabalhadora do comércio que se indignou ao saber das mudanças que ameaçam os benefícios sociais garantidos pela Constituição Federal. “O governo não pode mexer com os nossos direitos, isso é injusto. Ele foi eleito porque garantiu que cuidaria do povo e do país, e agora quer que a gente trabalhe até morrer. É um absurdo!”, completou a comerciária.

    Sobre o ato, o secretário-geral da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, explicou que as laranjas simbolizam as inúmeras denúncias que envolvem a família Bolsonaro e seus aliados, nesse curto governo que ainda nem completou dois meses. “O ‘Laranjal do Bolsonaro’ custa a sua aposentadoria, trabalhador e trabalhadora”, alertou o dirigente.

    Mas, a criatividade não parou por aí. A atividade também contou com a participação de Bolsonaro Mulambo, um personagem alusivo ao presidente de extrema direita que anunciava o fim das aposentadorias, interpretado pelo dirigente do Sinpro e secretário de Política Social da CUT Brasília, Yuri Soares. “Trabalhador não vai aposentar mais. Não é político e não colocou a família toda na política como eu fiz, e se deu mal. Alguém tem que pagar a conta, né?”, satirizou o sindicalista.

    Proposta da reforma da Previdência é entregue ao Congresso

    A data escolhida para o Dia Nacional de Luta e Mobilização Contra a Reforma da Previdência também foi marcada pela chegada da proposta de Bolsonaro ao Congresso. O projeto, de 66 páginas, foi protocolado como PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 6/2019 e deverá ser analisada quanto a sua constitucionalidade pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Sendo aprovado na CCJ, passa para apreciação de um colegiado especial que avaliará seu mérito.

    Entre outras crueldades, a PEC 6/2019 acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e cria uma regra única para se aposentar: a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65, para homens. Também altera o tempo mínimo de contribuição de 15 para 20 anos para uma aposentadoria, em média, com o valor de um salário mínimo. Além de estipular o prazo de 40 anos contribuindo ao INSS para que o trabalhador tenha direito a um benefício integral.

    No caso do BPC (Benefício de Prestação Continuada), a maldade é ainda maior. O valor será reduzido para R$ 400 para quem tiver a partir de 60 anos. Somente ao atingir 70 anos de idade, o idoso terá o direito de receber um salário mínimo.

    O secretário de Administração e Finanças da CUT Brasília, Julimar Roberto, reforçou o alerta para o modelo de capitalização da Previdência proposto por Bolsonaro, semelhante ao implantado no Chile.  “Naquele país, uma reforma igual ao que propõe Bolsonaro foi feita em 1981, durante a ditadura militar de Pinochet. Na época, a classe trabalhadora teve que aderir a um sistema de capitalização da Previdência – a uma Previdência privatizada -, que resultou no empobrecimento e na miséria dos idosos. Hoje, 37 anos depois, apenas metade dos trabalhadores e trabalhadoras chilenos conseguiu se aposentar e 91% dos aposentados recebem cerca de meio salário mínimo”, lamentou o dirigente.

    Para o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs/CUT) e do Sindicom, Luiz Saraiva, o momento exige muita resistência e muita luta. “Precisamos de união para barrar essa terrível medida. Sindicatos, movimentos populares e toda a classe trabalhadora têm que se organizar e dizer não para essa proposta que acaba com um direito que é do povo brasileiro, o direito de uma aposentadoria pública. Vamos às ruas, ao Congresso, aonde for preciso, para que tirem as mãos da nossa aposentadoria”, concluiu.

    Fonte: CUT Brasília

    Editorial | “Gestão Compartilhada”, um eufemismo para a intervenção militar na escola pública

    Entre os desafios, está este de lecionar debaixo de chuva dentro da sala de aula

     

    Mais de 450 mil estudantes retornam às aulas, nesta segunda-feira (11), e encontram o mesmo problema de todos os anos: falta de investimento. Deparam-se com a falta de contratação de professores e de orientadores educacionais concursados; encontram as mesmas escolas condenadas e falta de reformas em outras. Reiniciam os estudos sujeitados à falta do investimento financeiro e humano.

    Os desafios são muitos e não param de aumentar. Este ano, por exemplo, a escola pública do DF terá de conviver com o marketing político do governo Ibaneis Rocha (MDB, ex-PMDB) que decidiu implantar, desnecessariamente, a intervenção militar em algumas escolas. E como se não bastassem os infortúnios do sucateamento da rede pública de ensino – cujo objetivo evidente é a mercantilização e a privatização do direito social à educação – a comunidade escolar tem de enfrentar o desrespeito e o proselitismo da mídia local, notadamente a coluna Visto, Lido e Ouvido, redigida por Circe Cunha, no Correio Braziliense, domingo (10/2).

    Num texto mal formulado e mal-intencionado, a autora descarrega seu ódio de classe contra professores que enfrentam todos os dias os desafios impostos, propositadamente, por governos de plantão. Todavia, mesmo sob a pressão do sucateamento, esses e essas profissionais têm vencido as barreiras e colocado estudantes da escola pública dentro da Universidade de Brasília (UnB) com notas excelentes. Um levantamento do sistema de cotas indica que, em 2018, nove mil estudantes ingressaram na UnB e 45% deles vieram da escola pública. Isso mostra que a violência está na sociedade.

    E significa que com menos da metade dos recursos que o GDF irá investir nas escolas sob intervenção militar e sob o sucateamento pesado, a escola pública vence os desafios, incluindo aí o da violência, que, embora venha da sociedade e das desigualdades sociais, na concepção de Ibaneis está dentro das escolas.  O texto da colunista desrespeita o Sinpro-DF, entidade de uma categoria consciente que, de lá do chão da escola, cobra da sua instância sindical a crítica sistemática, pertinente, consciente e consequente da política de sucateamento e privatização com intervenção militar nas escolas públicas do DF.

    Importante recordar que, diferentemente do que diz a colunista do CB, os(as) docentes formam uma categoria de opinião firme que, historicamente, sempre defendeu a democracia. O Sinpro-DF foi criado debaixo das botinas de uma ditadura militar que exterminou pessoas defensoras da liberdade de pensamento e de opinião. O sindicato foi criado por uma categoria avessa e contrária a qualquer tipo de patrulhamento, incluindo aí este da mídia conservadora e privatista, que defende a opressão dos mais carentes para tentar omitir o real problema da violência fazendo de conta que o problema está na escola.

    O movimento é o contrário do que diz a colunista. Em vez de o Sinpro-DF criar o senso comum da categoria, o que ocorre é justamente o contrário. O sindicato foi criado pela sua base, ou seja, pela categoria para fazer frente justamente a esses ataques e defender a escola livre, gratuita, pública, democrática, de qualidade socialmente referenciada. Uma escola que, como defendeu Antonio Gramsci, deve ser humanística, capaz de desenvolver a inteligência e a formação consciente; uma escola aberta de fato para conquistar a liberdade.

    A inconsequente ação do governo e a irresponsabilidade da mídia parecem ter vieses de uma omissão que cuida de esconder do público os verdadeiros objetivos das intervenções, assim como ocultam os valores reais contidos nos cofres públicos destinados à prestação do serviço público de qualidade. Por causa dessa falta de transparência, números obscuros e opiniões autoritárias, mais de meio milhão de pessoas e 678 escolas terão um desafio e um infortúnio a mais em 2019.

    A insistência em impor a militarização em quatro escolas do DF visa a mexer com o imaginário da população carente no sentido de criar uma ilusão de uma escola ideal quando, na verdade, 450 mil estudantes, de acordo com a proposta do governo com o “Programa de Gestão Compartilhada”, ficarão de fora porque as demais escolas públicas continuam relegadas ao desprezo e iniciam o ano letivo de 2019 com a mesma falta de recurso financeiro e humano que têm enfrentado sistematicamente.

    O governo Ibaneis não mudou seu posicionamento nem mesmo depois de, nesses últimos 40 dias, ter recebido críticas do sindicato, de juízes, de especialistas em educação e em segurança pública, de deputados distritais e da própria Secretaria de Estado da Educação (SEEDF), que emitiu um parecer técnico dizendo que a militarização não era o caminho, e resultou na demissão do subsecretário de Educação Básica do DF, Sérgio Elias, que escreveu o documento sobre os impactos da intervenção militar nas escolas.

    Fez ouvido de mercador para o fato de que a escola reproduz as relações de poder da sociedade, que a violência não está associada a nenhum segmento específico e que a construção da paz está, visceralmente, ligada ao exercício da democracia e à expressão de todas as vozes que integram o universo escolar. Ignorou até mesmo a defasagem de quase cinco mil servidores no setor de segurança pública ocorrida durante o governo Rodrigo Rollemberg . Entre 2015 e 2018, o DF perdeu 17,2% do seu efetivo. A maior parte do desfalque ocorreu na Polícia Militar, que conta com 3.888 integrantes a menos, ou seja, 25,7%.

    Desprezou a opinião de juízes, como a da juíza Gláucia Foley, coordenadora do Programa Justiça Comunitária e membra da Associação dos Juízes para a Democracia. Em artigo publicado na página de Opinião do Correio Braziliense, desta segunda-feira (11), a juíza Gláucia diz que “o projeto denominado “Programa de Gestão Compartilhada”, um eufemismo para a militarização das escolas, representa um movimento diametralmente oposto à pacificação nas escolas por meio do desenvolvimento da autonomia, essencial para o exercício da ética democrática”.

    Ela alerta para o fato de que “quando o comportamento ético depende de um sistema pautado na vigilância e na punição, a consciência moral não se desenvolve. A cidadania – cuja dimensão mais valiosa está na alteridade entre os seres humanos – não se constrói pela obediência cega às normas, pelo cumprimento às liturgias marciais e pela punição como mecanismo de controle comportamental”. Sabemos, e o governo também sabe, que o modelo de escola pública com melhor rendimento do país são os Institutos Federais, nos quais não há militarização.

     

    SEEDF se posiciona contrária à militarização

    A própria Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) sabe que a militarização não é boa e que é divergente.  Na quinta-feira (24), a SEEDF publicou um relatório técnico e conciso contrário à iniciativa proposta pelo governador Ibaneis (MDB).

    O parecer foi protocolado no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), entretanto, não durou muito. O chefe da pasta, Rafael Parente, discordou da emissão e anunciou que o responsável pela construção do texto será exonerado do cargo.

    No documento, a secretaria criticou diversos pontos do projeto SOS segurança, que determina a militarização do ensino sob a desculpa de necessidade de combate a violência nas escolas.

    Além de denunciar os impactos negativos da medida que cria uma estrutura desigual uma vez que investe, a princípio, em apenas quatro escolas e ignora as outras 638 unidades educacionais, o parecer também questionou a composição da equipe gestora. De acordo com o texto, o projeto desrespeita a Lei 4.751/2012, que determina a Gestão Democrática do Sistema Público de Ensino do DF,  e aponta para o fato de que a medida não seria a solução para os reais problemas da educação pública. O parecer também questiona a nivelação hierárquica e afirma que o projeto piloto é um ataque ao  Artigo 205 da Constituição Federal de 1988 e à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), que estabelecem a função social essencial da escola.

    Após a divulgação do documento, ao invés de refletir sobre o conteúdo do parecer, o governo optou pelo silêncio e exonerou o servidor que fez os questionamentos baseados na legislação e na realidade da própria SEEDF que, atualmente, também carece de efetivo para atender as demandas pedagógicas da comunidade escolar. Isso porque o relatório aponta para a necessidade de contratação de efetivo para atuar em projetos.  O Sinpro destaca que várias escolas estão com laboratórios fechados, projetos de redação, matemática e muitos outros parados porque, de fato, há um déficit no quadro.

    Entenda o projeto

    A proposta prevê a  militarização da CED 1 da Estrutural, CED 3 de Sobradinho,  CED 7 de Ceilândia e CED 308 do Recanto ). O modelo educacional anunciado já foi implementado em alguns estados como Goiás, Bahia, Roraima e Mato Grosso e dividiu opiniões. A princípio, o projeto SOS segurança será implementado em quatro escolas e a pretensão é de expandir para mais 36 unidades até o fim do mandato.

    O secretário de Educação afirmou que essas unidades de ensino adotarão o mesmo formato das escolas militares em relação à exigência da disciplina e ao cumprimento de horários. Cada uma das escolas receberá de 20 a 25 militares (policiais ou bombeiros) que deverão integrar o quadro de servidores. De acordo com o chefe da Casa Militar, coronel Júlio César Lima de Oliveira, os policiais que participarão do projeto serão aqueles que “estão com restrição médica e na reserva”.

    Para o Sinpro-DF, a medida é apenas uma maquiagem aos reais problemas da educação. É preciso encontrar uma solução democrática que atenda todos alunos de forma igualitária sem segregação, como por exemplo,  por meio do investimento em todas as escolas públicas civis, redução do número de alunos por turma e a contratação de mais professores (as) e orientadores (as) educacionais.

     

     

     

    O Sinpro parabeniza os professores e orientadores educacionais aposentados

    A diretoria colegiada do Sinpro parabeniza os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) pelo seu dia. A aposentadoria é consequência de uma vida inteira dedicada ao trabalho, além de ser fruto de uma vida produtiva e longeva. Envelhecer faz parte da vida, mas o grande mérito é viver e aproveitar a sabedoria adquirida ao longo de uma bela trajetória.

    É diante de tudo isso, da importância que esses(as) profissionais têm no futuro de toda uma nação, que o dia 24 de janeiro deve ser comemorado e os(as) professores(as) e orientadores(as) aposentados(as), homenageados(as). O parabéns se estende à disposição de cada um(a), que mesmo aposentado mantém a disposição de continuar unido(a), ativo(a), se mantendo próxima e no dia-a-dia da entidade.

    Em comemoração à data, convidamos os(as) professores(as) e orientadores(as) aposentados(as) para a segunda Feira Cultural dos Aposentados, que será realizada no dia 21 de fevereiro, das 9h às 17h, na Praça do SCS (Setor comercial Sul, Quadra 05  -em frente ao BRB). Os(as) que tiverem interesse poderão expor trabalhos artesanais. “O Sinpro continua investindo no filiado aposentado, pois entende que foi ele que construiu essa entidade e merece todo respeito e valorização. Com essa atividade percebemos que mesmo após se aposentarem da área educacional, esses profissionais continuam produzindo belíssimos trabalhos artesanais, editando livros e muito mais. Além de serem verdadeiros guerreiros, de lutarem por seus direitos, fazem bonito, também, no artesanato e em vários segmentos culturais”, afirma a coordenadora da Secretaria de Assuntos para os Aposentados do Sinpro, Silvia Canabrava.

     

    Por que 24 de janeiro?

    Em 1923, ocorreu a assinatura da Lei Eloy Chaves, que criou a caixa de aposentadorias e pensões para os empregados de todas as empresas privadas de estrada de ferro existentes. É o marco histórico da Previdência Social, que até então atendia apenas os funcionários do governo federal. Antes da assinatura, aconteceram fatos importantes (embora pontuais), como primeiro ato que concedeu o direito à aposentadoria aos empregados dos Correios, em 23 de março de 1888. A partir daí, sucessivas leis e decretos foram editados, mas sempre atendendo a setores específicos.

    Por isso, a data que representa a luta geral dos trabalhadores ficou marcada pela Lei Eloy Chaves. O Dia do Aposentado foi instituído pela Lei 6.926/81, quando também é comemorado o Dia da Previdência Social.

    É diante de um marco na história do trabalhador brasileiro que o Sinpro tem trabalhado de forma atuante na elaboração de ações que busquem assistência jurídica, na mobilização e valorização dos aposentados, na defesa de seus interesses e direitos, na promoção de cursos e eventos e em ações voltadas ao crescimento da categoria. Temos muita honra em ter uma categoria que, ao se aposentar, se mantém próxima, no dia-a-dia da entidade.

    O Sinpro agradece toda confiança depositada e deseja que as relações se renovem. Estaremos sempre dispostos a seguir lutando pelos direitos de todos os aposentados e pela boa qualidade de vida para todos e todas. Parabéns aos aposentados por sua vida de luta!

    Categoria já pode acessar edição online do Folha do Professor

    O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro/DF) disponibiliza para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais a versão eletrônica do jornal Folha do Professor.

    Nesta edição, o Folha do Professor aborda de forma didática a militarização de escolas proposta pelo Governo do Distrito Federal (GDF). O modelo que já está vigente em alguns estados como Bahia, Goiás, Mato Grosso e Roraima, foi anunciado recentemente pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) sob a tônica de necessidade de combate a violência nas escolas.  A iniciativa faz parte do projeto SOS Segurança que assim como em outros estados, será instaurado por meio de uma parceria com a Polícia Militar.

    Inicialmente, o processo de militarização começará com quatro escolas públicas do DF – CED 1 da Estrutural, CED 3 de Sobradinho, CED 308 do Recanto da Emas e CED 7 de Ceilândia –, e a pretensão é de que mais 36 unidades sejam inauguradas até o fim do mandato.

    Para acessar o Folha do Professor e conferir os impactos da militarização a médio e longo prazo clique aqui.

    >> Leia mais sobre o assunto:

    ARTIGO | EDUCAÇÃO SE CONSTRÓI COM DEMOCRACIA, DIGA NÃO À MILITARIZAÇÃO DAS ESCOLAS

    GDF ANUNCIA INTERVENÇÃO MILITAR EM QUATRO ESCOLAS PÚBLICAS DO DF

    Sinpro-DF alerta: previdência por capitalização não deu certo no Chile

    O mercado financeiro amanheceu, nesta quinta-feira (10), em festa. O motivo é a confirmação, pela imprensa, de que Paulo Guedes, ministro da Economia, e Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil, irão promover uma reforma da Previdência segundo o modelo chileno: a privatização da previdência por capitalização.

    O modelo chileno é o pior sistema de previdência social existente no mundo. Nenhum país hegemônico adotou esse tipo de sistema totalmente entregue ao mercado financeiro, terrivelmente excludente e profundamente mais duro do que a reforma também excludente e nefasta proposta pelo governo ilegítimo e neoliberal de Michel Temer.

    A proposta de Guedes e de Lorezoni transforma completamente da Previdência Social pública e solidária, superavitária e bem-sucedida, adotada no Brasil por meio do Sistema de Seguridade Social, que abarca a saúde, a assistência e a previdência social, numa previdência privada, cujo objetivo é tão-somente drenar os recursos financeiros advindos das contribuições dos(as) trabalhadores aos banqueiros, proprietários de empresas de capitalização e donos de empresas de previdência privada.

    Com o discurso de que esse modelo é uma forma de “proteger” as gerações futuras, Paulo Guedes anuncia uma proposta que não deu certo no Chile e nem em nenhum país do mundo. No Chile, as aposentadorias pagas hoje são 30% do que se ganhava antes de o modelo ser implantado. Ou seja, perderam 70% da renda. Não é à toa que o mercado financeiro comemora.

    No modelo chileno, cada trabalhador(a) faz a sua própria poupança, que é depositada em uma conta individual no banco. O discurso de Guedes é o de sempre: “Mudar a Previdência para o sistema de capitalização poderia zerar o rombo no longo prazo, já que cada trabalhador receberá o que juntar ao longo da vida, segundo Carlos Heitor Campani, professor do Instituto Coppead de Administração da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)”.

    Em primeiro lugar, não há rombo na Previdência brasileira. Há estudos que comprovam isso, os quais foram confirmados pela CPI da Previdência, realizada em 2017, que provou não haver nenhum rombo na Previdência e, pelo contrário, há superávit. Confira, ao final desta nota, matérias sobre a reforma da Previdência que esclarece esse assunto no site do Sinpro-DF.

    E, em segundo, não foi assim no Chile e nem em países, geralmente do terceiro mundo, em que a previdência deixou de ser um direito social para ser mercadoria explorada pelo sistema financeiro. Quem conseguiu chegar à velhice está passando fome. No Chile, levas imensas de trabalhadores(as) idosos(as) aposentados(as) estão vivendo na extrema pobreza. E, em razão disso, os(as) trabalhadores(as) estão optando por não se aposentar. No Brasil, essa proposta seria mais perversa ainda porque a lei determina uma idade obrigatória para aposentadoria. Assim, não adianta o(a) trabalhador(a) dizer que não irá se aposentar porque aos 75 terá de se aposentar pelo modelo chileno.

    Jane Berwanger, diretora do Instituto Brasileiro do Direito Previdenciário (IBDP) explica que, no Chile, em vez de contribuir para o governo, o(a) trabalhador(a) pagou parcela de seu salário para uma Administradora de Fundo de Pensão (AFP), que administra os recursos até sua aposentadoria. Se o fundo aplicar mal esse dinheiro, o prejuízo é do segurado, ou seja, o prejuízo é seu. Não há contribuição do empregador e nem participação do Estado na aposentadoria e não há garantia de valor mínimo.

    Não há nenhuma vantagem em trocar o Sistema de Seguridade Social solidário entre gerações e superavitário, como é o brasileiro, pela privatização da Previdência e da Saúde e o abandono da Assistência Social, como pretende o sistema financeiro. As propostas de reforma da Previdência apresentadas pelo governo Bolsonaro e pelo governo ilegítimo de Michel Temer visam somente a entregar os recursos financeiros da Previdência, advindos das contribuições dos trabalhadores, do patronato e do Estado, aos bancos.

    O modelo proposto pelo governo Bolsonaro pretende tornar a aposentadoria o mais restritiva possível, e, literalmente, obrigar os(as) trabalhadores(as) a trabalharem até a morte. Além dda privatização completa da Previdência por meio da capitalização, o governo estuda retirar do cálculo da aposentadoria períodos de afastamento por doença. A crueldade dessa medida é evidente porque ela penaliza o(a) trabalhador(a) por sofrer com um problema de saúde e buscar o afastamento pelo INSS.

    Com essa medida, o governo Bolsonaro impõe uma dupla chantagem contra o(a) trabalhador(a), utilizando do dinheiro de sua contribuição para enriquecer banqueiros, aumentando o tempo de contribuição e desestimulando que os(as) trabalhadores(as) busquem seus direitos, que é o de receber, conforme previsto nas regras do Sistema de Seguridade Social atualmente vigente, o auxílio financeiro que necessita enquanto estiver sofrendo com problemas de saúde. Além disso, o pente-fino que o governo Bolsonaro realiza no INSS por meio de medida provisória, em que bonifica funcionários que encontrarem irregularidades em pagamentos de aposentadorias e pensões, faz parte desse projeto de privatização da Previdência.

    Diante desse e de vários ataques aos direitos sociais e trabalhistas, e até mesmo humanos, como, por exemplo, o direito à educação pública e gratuita, a diretoria colegiada do Sinpro-DF atende ao pleito de sua base e se posiciona contra qualquer situação imposta pelo governo atual que vise a retirar direitos conquistados pela classe trabalhadora, como o direito à aposentadoria e a desqualificar a educação pública e gratuita.

    A diretoria, por sua vez, alerta para o fato de que o atual momento exige da categoria e da classe trabalhadora um estado de alerta permanente e disposição e prontidão para uma intensa mobilização contra a corrente neoliberal que ameaça o Brasil desde 2016 e se aprofunda agora, em 2019.

    Confira a seguir matérias sobre reforma da Previdência, rombo na Previdência e modelo chileno, todas produzidas pelo Sinpro-DF com base em estudos e nos resultados da CPI da Previdência de 2018.

    Matérias sobre reforma da Previdência 2018:

    Editorial | A política contra os trabalhadores

    Brasil poderá ter previdência privada por capitalização

    Governo federal gasta milhões com publicidade para aprovar reforma da previdência

    Temer anuncia reforma da Previdência para outubro de 2018, mas isso depende do seu voto

    Pressão popular obriga governo a recuar mais uma vez e a não votar reforma da Previdência. Mídia entra em cena para convencer a população

    O impacto da PEC 287-A na vida dos orientadores educacionais

    Confira aqui outras matérias sobre a reforma da Previdência 2017:

    Folha do Professor Especial explica como será a aposentadoria do magistério público após reforma

    Por que os professores têm aposentadoria especial?

    Impactos da reforma da Previdência na educação básica

    CPI da Previdência: Brasil tem um dos menores gastos com Previdência do mundo

    Reforma da Previdência aprofundará doenças ocupacionais do magistério

    Ministro da Fazenda vai a evento do Itaú, em Londres, anunciar reforma da Previdência em novembro

    O impacto da PEC 287-A na vida dos orientadores educacionais

    Governo gasta milhões para dar presente de grego a brasileiros: a reforma da Previdência

    Após governo anunciar votação para 18/12, Sinpro lança nova campanha contra a reforma da Previdência

    Governo federal gasta milhões com publicidade para aprovar reforma da Previdência

    Em 2016, Sinpro-DF produziu primeira série de reportagens sobre a reforma da Previdência
    Entre maio e novembro de 2016, o Sinpro-DF apresentou à categoria a primeira série de reportagens sobre a primeira versão do texto da reforma da Previdência, a PEC 287, esmiuçando os cálculos propostos pelo governo ilegítimo, explicando os prejuízos nefastos que iria causar na população e na categoria docente, desmascarando os interesses do empresariado e do sistema financeiro, contando a história e os motivos da criação, no Brasil, de um Sistema de Seguridade Social independente e sem nenhum tipo de rombo.

    Confira aqui algumas das matérias da primeira série, todas as demais matérias que, embora o texto que irá ao Plenário seja o substitutivo, intitulado de PEC 287-A, os efeitos são os mesmo da PEC 287.

    Reforma da Previdência e PEC 241/16 são imposições do FMI

    Estudos demonstram que há superávit na Previdência e reforma é para retirar direitos

    Reforma da Previdência do presidente não eleito põe fim à paridade no funcionalismo

    Governo manipula e chama as renúncias de rombo na Previdência

    Confira aqui depoimentos das vítimas do golpe da previdência dado nos países de terceiro mundo pelo sistema financeiro. O vídeo está em espanhol, mas tem legenda em português:

    Crisis de las pensiones en Chile – El negocio de las AFP