Ato da comunidade do CED 06 de Taguatinga pede manutenção de Ensino Médio e EJA na escola
A comunidade do Centro Educacional 06 de Taguatinga realizou manifestação nesta terça-feira (22/9) contra a decisão de Celina Leão de fechar o ensino médio e a EJA oferecidos na escola. A CRE de Taguatinga comunicou à comunidade sua decisão monocrática, unilateral e arbitrária de “extinção institucional” de outra escola da regional, a Escola Classe 26 de Setembro, para entrega do imóvel que a escola ocupa, que é alugado. Com isso, os alunos da Escola Classe seriam absorvidos pelo CED 06, que deixaria de oferecer Ensino Médio e EJA.
Essa decisão estapafúrdia da SEEDF extingue o Ensino Médio e a EJA do CED 06, medida que vai atingir o cotidiano de centenas de profissionais do magistério, além de estudantes do ensino médio que atualmente estudam perto de casa, e com essa mudança podem ter que estudar em unidades mais distantes – sem contar em romper o vínculo com a escola, construído ao longo dos anos.
Quem também fica no prejuízo são estudantes com necessidades educacionais especiais, e as pessoas matriculadas na EJA. A comunidade escolar atende a estudantes com muita dificuldade de mobilidade, que correm o risco de serem transferidos para o CED 02 de Taguatinga Sul, sem certeza ao menos de existência de vagas.
Outra preocupação das famílias dos estudantes do ensino médio regular é de que seus filhos sejam obrigados a estudar em escolas militarizadas.
“A comunidade do CED 06 quer apenas diálogo com a Secretaria, e o que o governo oferece em troca é desrespeito e desconsideração. Pais, estudantes e professores querem o ensino médio regular pela manhã, a EJA Interventiva à tarde e a EJA no turno da noite”, aponta Alberto Ribeiro, diretor do Sinpro presente à manifestação.
Essas decisões arbitrárias são mais um de inúmeros exemplos de que o governo Celina Leão é o governo do improviso, do paliativo”, descreve Márcia Gilda, diretora do Sinpro. “O dinheiro do aluguel da EC 26 de setembro daria para construir uma escola nova, mas a SEEDF optou por mudar completamente a história tanto do CED 06 quanto da EC 26 de setembro. Não há compromisso, ou sequer uma proposta de fato de estruturação das escolas no Distrito Federal ou de construção de escolas”, observa a diretora.
