Ato público dá o recado a Celina: não aceitaremos pagar a conta
O povo não pode pagar a conta da crise que Ibaneis e Celina criaram. Esse foi o consenso na manifestação que reuniu diversas categorias do serviço público do DF na manhã desta quinta-feira (11), na Praça do Buriti. A mobilização foi convocada pelo Sinpro em conjunto com a CUT-DF, demais centrais sindicais e entidades representativas do funcionalismo público do DF.
O objetivo era o repúdio ao acordo firmado pelo governo Celina/Ibaneis para driblar o rombo causado pelo Banco Master ao Banco de Brasília (BRB) – rombo que tem a assinatura desse mesmo governo. Por isso, o ato também cobrou que os governantes sejam devidamente responsabilizados pela crise.
Com a presença de dirigentes sindicais e parlamentares, o ato questionou a legalidade da lei aprovada pela CLDF na noite de terça-feira (09), que autorizou o acordo. Mesmo diante dos alertas sobre os impactos para a população e para o funcionalismo público do DF, 11 parlamentares votaram a favor: Eduardo Pedrosa (União), Hermeto (MDB), Iolando (MDB), Jaqueline Silva (MDB), Joaquim Roriz Neto (PL), Martins Machado (Republicanos), Pastor Daniel de Castro (PP), Pepa (PP), Robério Negreiros (Podemos), Roosevelt Vilela (PL) e Wellington Luiz (MDB).
“Os mesmos parlamentares que aprovaram a compra do Banco Master sem a devida transparência são os que agora autorizam esse aporte bilionário com drásticas consequências para o DF”, disse a diretora do Sinpro Thaísa Magalhães. A decisão da CLDF permite que o GDF faça empréstimo de R$ 6,6 bilhões e coloca em risco serviços essenciais para a população. Chico Vigilante (PT), Dayse Amarílio (PSB), Fábio Felix (PSOL), Gabriel Magno (PT), Jorge Vianna (Democratas), Max Maciel (Psol), Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Vale (PT) e Rogério Morro da Cruz (PSD) votaram contra.
No ato, os parlamentares presentes afirmaram que a oposição recorrerá à Justiça contra a medida. “Além de judicializar, também vamos fazer a disputa na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias)”, explicou Cleber Soares, diretor do Sinpro. “O governo de Celina e Ibaneis continua recordista em renúncia fiscal enquanto querem que o povo pague a conta da crise que eles criaram”, completou.
A união de tantas categorias vai permanecer, em defesa da população. Os debates sobre a LDO devem prosseguir nas próximas semanas, e o Sinpro estará mobilizado contra o arrocho e a destruição do serviço público.
