Agricultores familiares encerram mobilização com promessas da Fazenda

Terminou nesta sexta-feira (11) a semana de mobilização em defesa dos agricultores familiares do Espírito Santo e de Minas Gerais. Mais de 700 capixabas e mineiros retornam aos seus estados com a promessa de negociação com Ministério da Fazenda na próxima quinta-feira (17).
O encontro estava previsto para esta sexta-feira (11). Entretanto, o MF desmarcou a reunião e pediu prazo para avaliar as alternativas que podem resolver os problemas enfrentados pelos trabalhadores.
Apesar do cancelamento da principal reunião do calendário de luta, Zenildo Xavier, secretário de Política Agrária da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura (Contag), avalia como positiva a semana de mobilização. “Sem dúvida, a mobilização chamou atenção do governo, que se comprometeu em auxiliar os agricultores nesse momento tão complicado. Aguardamos agora a nova reunião com o MF, e a expectativa é minimizar os impactos sofridos”, disse.
Durante os quatro dias de ações, foram elaboradas agendas afirmativas com o objetivo de conseguir a anistia das dívidas dos agricultores familiares.  As propostas foram construídas em reuniões entre a comissão que representou os agricultores familiares, integrada também por dirigentes sindicais da Contag, e representantes dos ministérios do Meio ambiente e do Desenvolvimento Agrário, da Casa Civil, entre outros órgãos governamentais.
As dívidas desses agricultores foram adquiridas em decorrência da intensa crise hídrica que afeta os estados, além dos prejuízos ambientais e sociais causados pelo rompimento de duas barragens da mineradora Samarco, em novembro no ano passado, em Mariana (MG).
Com o rompimento das barragens, houve a interrupção do abastecimento de água em parte destes dois estados; a poluição pelos rejeitos matou a flora e a fauna ribeirinhas e afetou a produção agrícola às margens do rio Doce, gerando prejuízos incalculáveis para toda a população. Além de perderem a produção, os trabalhadores rurais se endividaram junto aos bancos, pois grande parte sobrevive apenas com a renda da agricultura familiar, o que reflete diretamente na sobrevivência e na qualidade de vida desses agricultores.

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