Sinpro cobra da SEEDF definições sobre carreira, reposições e nomeações

Em reunião com a Secretaria de Educação do DF (SEEDF) nesta quinta-feira (22/10), a Comissão de Negociação do Sinpro apresentou uma série de reivindicações da categoria. Entre os temas debatidos estão definições sobre a reposição do dia de paralisação e no calendário escolar, informações sobre as vagas tornadas sem efeito e celeridade nos encaminhamentos sobre a reestruturação da carreira.

Participaram da mesa de negociação os(as) diretores(as) do Sinpro Márcia Gilda, Cléber Soares, Samuel Fernandes, Lúcia Brandão e Robson Câmara. Representando o governo, estiveram presentes a subsecretária de Gestão de Pessoas (Sugep/SEEDF), Ana Paula de Oliveira, e a subsecretária de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação (Suplav/SEEDF), Francileide do Socorro.

Mais uma vez, o secretário da SEEDF, Thiago Peixoto, não participou da reunião. Desde que assumiu a pasta, em agosto deste ano, o gestor só compareceu a uma mesa de negociação com o Sindicato.

A diretora do Sinpro Márcia Gilda pontuou que a ausência do secretário impossibilita o avanço das discussões sobre demandas urgentes, como a reestruturação da carreira.

Ela lembrou também que a Lei Orçamentária Anual (LOA), que prevê recursos para a execução das políticas públicas no ano seguinte, será votada no início de dezembro, o que demanda agilidade nas negociações.

“Reforçamos a importância da presença do secretário na mesa de negociação, especialmente neste momento em que precisamos avançar nas discussões sobre a carreira e o orçamento da educação pública. A categoria precisa de um secretário que esteja comprometido com a defesa de recursos para a educação e com a valorização dos profissionais do magistério”, afirmou Márcia Gilda.

 

 

Reposições

O Sinpro também discutiu a reposição do dia 21 de outubro, data em que a categoria realizou ato com paralisação em frente ao Palácio do Buriti. Ficou acordado que as escolas terão até o encerramento do semestre letivo para repor o dia.

O Sindicato questionou ainda o fechamento das escolas nos dias 2 e 23 de outubro — sextas-feiras que antecedem as eleições de primeiro e segundo turnos. A medida foi imposta sem diálogo com a comunidade escolar e com os conselhos escolares. Diante da imposição unilateral, o Sinpro reivindicou que as datas sejam repostas por meio da aplicação de conteúdos. A SEEDF informou que levará a demanda ao gabinete e apresentará uma resposta na próxima reunião.

 

Vagas tornadas sem efeito

O Sinpro também solicitou informações sobre as vagas tornadas sem efeito das últimas nomeações. A SEEDF informou que, até o momento, 585 nomeados não tomaram posse. No entanto, esse número pode diminuir, já que há profissionais aguardando decisões judiciais para assumir os cargos.

Considerando as demandas da categoria, o Sindicato reivindicou que, na próxima chamada, sejam convocados(as) orientadores e orientadoras educacionais, dada a defasagem desses profissionais na rede, assim como os aprovados nos demais componentes que ainda aguardam nomeação.