CNTE repudia incêndios na UFPE e exige investigação sobre ameaças na universidade

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) manifesta seu mais veemente repúdio diante da sucessão de incêndios que atingiram a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, em apenas oito dias, provocando a destruição de equipamentos, laboratórios e materiais de pesquisa. O episódio mais recente, ocorrido na noite dessa quarta-feira (7/10), atingiu a Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da instituição, causando prejuízos de grande dimensão, além de perdas científicas que não podem ser mensuradas apenas em valores financeiros.

De forma contundente, a Confederação repudia qualquer ameaça, intimidação ou manifestação de violência política contra estudantes, professores, pesquisadores e trabalhadores da educação. Divergências políticas não podem servir de justificativas para ameaças à integridade física das pessoas, à liberdade de expressão ou ao funcionamento das instituições públicas. A universidade deve ser um espaço de produção do conhecimento, pluralidade de ideias, convivência democrática e respeito às diferenças, jamais um ambiente de medo e perseguição.

Neste momento, a CNTE manifesta sua solidariedade à comunidade acadêmica da UFPE, especialmente aos professores, pesquisadores, estudantes e trabalhadores que tiveram suas atividades e projetos comprometidos. Reafirmamos nosso compromisso histórico com a defesa da educação pública, da ciência, da autonomia universitária e das liberdades democráticas.

A CNTE exige que as autoridades competentes apurem integralmente as causas dos incêndios, investiguem a autoria e esclareçam a eventual existência de motivação política ou de relação entre os episódios. Caso sejam identificadas responsabilidades criminosas, é indispensável que os envolvidos respondam por seus atos, nos termos da legislação.

Atacar a universidade pública, ameaçar seus integrantes ou comprometer a produção científica significa atingir um patrimônio de toda a sociedade brasileira. A CNTE não aceitará a naturalização da violência e seguirá firme na defesa da educação, da ciência e da democracia.

 

Brasília, 8 de outubro de 2026

Direção Executiva da CNTE

Fonte: CNTE