Nota da CUT: redução tímida dos juros trava o desenvolvimento e pune trabalhadores

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A Central Única dos Trabalhadores – CUT Brasil considera insuficiente a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de aplicar mais um corte insignificante na taxa básica de juros (Selic) de apenas 0,25 ponto percentual, passando de 14,25% para 14% ao ano. Ao optar por uma redução a gotas, o Banco Central insiste em manter o Brasil refém de um dos juros reais mais altos do mundo, sabotando a retomada da atividade econômica e penalizando diretamente a população que produz a riqueza do país.

A CUT Brasil reiteradamente vem denunciando que a manutenção da Selic em níveis abusivos sufoca as famílias brasileiras. Os juros altos encarecem o crédito, sobrecarregam o orçamento doméstico com dívidas impagáveis e minam o poder de compra dos salários. A política monetária conduzida pelo Banco Central atua como um freio de mão puxado contra a geração de empregos com carteira assinada e o combate às desigualdades sociais.

Para o desenvolvimento nacional, o custo dessa política é devastador. Ao encarecer o investimento produtivo, o Banco Central transfere recursos bilionários do orçamento público, que deveriam financiar saúde, educação, infraestrutura, moradia e outras políticas públicas, diretamente para a renda de especuladores financeiros. Não há soberania econômica e nem crescimento sustentável possível enquanto a produção for sacrificada em benefício do rentismo.

O Brasil necessita de uma virada urgente na política monetária, o que exige a redução drástica e acelerada da taxa Selic e a revisão da rigidez da meta de inflação de 3% ao ano fixada pelo Conselho Monetário Nacional. Com os índices inflacionários controlados e dentro do intervalo de tolerância, o Banco Central estabeleceu a meta de inflação como um alvo irrealista e excessivamente restritivo para as características econômicas do país na atualidade, acatando a pressão do mercado financeiro e utilizando como pretexto para manter os juros nas alturas. Essa obsessão pelo centro da meta, favorece o mercado financeiro, prejudica o crescimento do PIB, encarece desnecessariamente a dívida pública e penaliza diretamente o poder de compra da população e o desenvolvimento do país.

Reforçamos mais uma vez a urgência e necessidade da nossa Campanha Permanente #MenosJurosMaisEmpregos. O Governo Brasileiro, desde 2023, tem demonstrado disposição e todas as condições econômicas para o Brasil avançar no desenvolvimento do país, possibilitando ao Banco Central o avanço em cortes arrojados da taxa de juros e alinhados às necessidades do povo. A CUT reafirma que o país não pode aceitar a submissão do Estado aos interesses do mercado financeiro patrocinada por uma autoridade monetária insensível às demandas sociais.

A CUT Brasil convoca todas as confederações, federações, sindicatos, Estaduais e entidades cutistas a seguirem mobilizadas e firmes nas ruas, nos locais de trabalho e nas redes sociais fortalecendo a Campanha Permanente #MenosJurosMaisEmpregos. Seguiremos em luta pela redução drástica e acelerada da taxa de juros, pelo fim da autonomia do Banco Central e por uma política monetária que sirva à produção, à soberania nacional e à classe trabalhadora.

Se é importante para o povo brasileiro, é uma luta da CUT!

06 de agosto de 2026
Direção Executiva Nacional da CUT

Fonte: CUT