CNTE manifesta solidariedade à CTERA e aos trabalhadores da educação da Argentina

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) manifesta sua mais ampla solidariedade à Confederación de Trabajadores de la Educación de la República Argentina (CTERA) e a todos os trabalhadores e trabalhadoras da educação argentina diante da greve nacional convocada em defesa da educação pública, da valorização docente e da negociação coletiva. A mobilização foi organizada em resposta à falta de repasses para a educação, à perda do poder aquisitivo dos salários e às políticas implementadas pelo governo do presidente Javier Milei.
A CNTE acompanha com preocupação a decisão do governo da Argentina de anunciar possíveis sanções às entidades sindicais em razão da realização da greve. O direito de organização sindical, de negociação coletiva e de greve constitui um dos pilares da democracia e integra o conjunto de direitos fundamentais assegurados aos trabalhadores e trabalhadoras em sociedades democráticas. Ameaças de punição ao legítimo exercício da ação sindical representam um grave precedente para as relações de trabalho e para a liberdade sindical.
A história da CNTE e da CTERA é marcada pela defesa intransigente da escola pública, da democracia, da justiça social e dos direitos dos trabalhadores da educação na América Latina. Por isso, reafirmamos que a luta dos educadores argentinos transcende as fronteiras nacionais e representa uma causa comum de todos aqueles que defendem a educação pública com direito humano fundamental e responsabilidade indelegável do Estado.
Neste momento, a CNTE manifesta seu apoio à CTERA, às entidades de base e a toda a categoria docente argentina, reafirmando sua confiança de que o diálogo democrático, o respeito à liberdade sindical e a negociação coletiva constituem os únicos caminhos legítimos para a construção de soluções duradouras para a educação.
A Confederação também conclama as organizações sindicais da educação da América Latina a permanecerem unidas na defesa da educação pública, dos direitos trabalhistas e da democracia, fortalecendo a solidariedade internacional entre os povos e entre os trabalhadores da educação.
Brasília, 3 de agosto de 2026
Direção Executiva da CNTE
Fonte: CNTE
