Coletivo educacional da CNTE se mobiliza na divulgação da pesquisa sobre polarização

notice

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realizou na quarta-feira (1) a reunião virtual do Coletivo Educacional para estruturar as estratégias de divulgação da pesquisa, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), sobre o impacto do contexto político atual na rotina em sala de aula.

O encontro foi conduzido pela diretora executiva adjunta Odisséia Pinto de Carvalho, que assumiu as atividades da Secretaria de Assuntos Educacionais da CNTE, uma vez que a secretária Guelda Andrade está licenciada.

“A pesquisa busca entender o contexto social e político atual, a rotina do dia a dia, e as condições de trabalho dos nossos professores dentro das nossas unidades escolares, focando principalmente na educação pública. É importante a gente traçar esse perfil desses profissionais que estão no chão da escola, para que a gente possa ter também esse olhar aproximado”, disse Odisséia.

Participaram da reunião o secretário-geral, Fábio Moraes, a secretária de Imprensa e Divulgação, Iêda Leal, e demais dirigentes da Confederação e dos sindicatos filiados. A colaboradora do estudo e pesquisadora de pós-doutorado da FGV, Virginia Rocha, foi convidada a apresentar os objetivos e andamento do trabalho.

O contexto social analisado, segundo Virginia, é a crescente de politização de temas que antes eram considerados temas rotineiros e hoje se tornaram temas polêmicos, assuntos de debate ou de resposta da comunidade de maneira geral. “Temos perguntas sobre a rotina de trabalho, a relação dos/as professores/as com a comunidade escolar, motivações e desafios profissionais que estão sendo enfrentados diante dessa questão da politização, se existe algum nível de pressão política”, explicou.

“Esperamos conseguir fazer um mapeamento anônimo da opinião dos professores nos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio sobre todas essas questões e o que é que dá orgulho no trabalho, a relação com a gestão escolar, com as secretarias e com a própria comunidade escolar, incluindo pais e alunos”, completou Virginia.

As questões analisadas, de autonomia docente, politização e implementação de políticas, dizem respeito a toda categoria e ao futuro da educação pública. O estudo também se propõe a abrir um espaço aberto, legítimo e confidencial para os docentes se expressarem.

Detalhes da pesquisa

Em seguida, os participantes da reunião tiraram dúvidas com a pesquisadora. Questionada sobre o funcionamento da plataforma, Virginia explicou que o respondente pode sair e voltar ao questionário se necessário. “Na maior parte do questionário é possível reeditar as respostas, mas no trecho de cenários hipotéticos não é permitido devido à metodologia aplicada”, disse.

No caso de professores/as com mais de um vínculo, o docente precisa escolher apenas um para responder, porque o sistema não aceita mais de uma participação de um mesmo dispositivo.

Mobilização

Foi estipulado pela Secretaria de Assuntos Educacionais um número mínimo de respostas por sindicato, calculadas com base na abrangência e tamanho de cada um, com responsáveis indicados nas entidades para monitorar a efetividade da participação no questionário.

A reunião seguiu com um debate sobre as estratégias para difundir o estudo em todo o território nacional. Dentre as sugestões levantadas estão: a criação de um QR Code para otimizar o acesso ao link do questionário, produção de vídeos convidando os professores a responderem e a inserção da pesquisa nas programação dos sindicatos, por exemplo em assembleias, encontros e oficinas.

Participe do questionário

A CNTE firmou uma parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para realizar uma pesquisa para entender a  rotina dos/as professores/as. O questionário online e anônimo busca compreender como o contexto social e político atual no Brasil têm afetado o trabalho da educação.

O estudo, produzido pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP), se debruça sobretudo na rotina de professores/as dos anos finais do fundamental e do ensino médio que atuam na rede pública. Para responder, clique neste link.

Levam cerca de 25 minutos para responder o questionário. As perguntas abordam a relação com os estudantes, confiança na direção do estabelecimento de ensino, problemas com responsáveis e outros aspectos do trabalho docente.

 

Saiba mais sobre o questionário no site da CNTE

Fonte: CNTE