Categoria conclui atualização da pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2026-2027

Em assembleia realizada nesta segunda (8/6), a categoria magistério público concluiu a atualização da pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2026-2027. O encontro deu continuidade aos debates iniciados no dia 23 de maio, na Escola Parque 308 Sul.

O documento aprovado contempla tanto demandas imediatas quanto pautas de médio e longo prazo, com foco na defesa da reestruturação da carreira. O cumprimento da Meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE), a valorização profissional, a preservação e a ampliação de direitos também integram a pauta.

A versão atualizada da pauta de reivindicações será disponibilizada em breve, após a finalização dos ajustes aprovados.

Segundo o diretor do Sinpro Cleber Soares, a atualização da pauta é realizada a cada quatro anos. O objetivo é entregar aos(às) candidatos(às) ao Governo do Distrito Federal as demandas prioritárias da categoria.

“Esse documento consolida os anseios da categoria e estabelece os temas que serão levados às negociações com o governo. Tudo o que discutimos nas mesas de negociação parte das definições construídas coletivamente neste espaço”, destacou.

 

Categoria aprovou coletivamente a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2026-2027

 

O mesmo entendimento é compartilhado pelo diretor do Sinpro Samuel Fernandes. Para ele, a atualização da pauta foi mais um importante momento de diálogo e organização da categoria e reforçou os desafios a serem enfrentados.

“A conquista de melhores salários, a valorização profissional e a garantia de condições adequadas de trabalho permanecem no centro das nossas prioridades. Com participação, unidade e mobilização, seguimos fortalecendo a defesa dos direitos da categoria e a busca por novas conquistas”, disse.

A diretora do Sinpro Élbia Pires destacou que a qualidade da educação pública está diretamente ligada às condições de trabalho do magistério.  “Essa atualização expressa a necessidade de melhores condições de trabalho para que professoras, professores, orientadoras e orientadores educacionais possam exercer suas funções com dignidade, qualidade de vida e respeito no ambiente laboral. Valorizar os profissionais da educação significa garantir condições adequadas de atuação”, afirmou.

 

Ato em defesa do patrimônio do povo do DF

A mobilização do funcionalismo público do DF, marcada para a próxima quinta (11/6), também esteve em discussão. O ato com paralisação é uma resposta ao acordo firmado pelo governo Celina-Ibaneis no Supremo Tribunal Federal (STF) para driblar o rombo causado pelo Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).

A medida permite que o GDF contraia empréstimo de R$ 6,6 bilhões. Em contrapartida, coloca em risco serviços essenciais para a população e impossibilita avanços para a categoria.

Para a diretora do Sinpro Márcia Gilda, a mobilização também cumpre um papel de conscientização da sociedade sobre as consequências do acordo firmado pelo GDF no STF e seus impactos sobre os serviços públicos.

 

O documento aprovado tem como foco a reestruturação da carreira magistério público

 

“O nosso papel enquanto educadores é para além das letras e dos números. Somos formadores de opinião, por isso precisamos dialogar com a comunidade escolar sobre o que essa crise significa. É importante lembrar que o problema não é o BRB, mas o governo Celina-Ibaneis. O BRB foi uma vítima da má gestão. Entretanto, o serviço público e a nossa categoria não podem ser vítimas desse governo”, disse Márcia Gilda.

O diretor do Sinpro Fernando Augusto lembrou que vários dos pontos debatidos necessitam de investimento financeiro. Ele apontou, porém, que congelamento de investimentos em serviços públicos por 15 anos — previsto no acordo do governo Celina-Ibaneis no STF — pode inviabilizar avanços na educação.

“Nesse sentido, é fundamental que toda a categoria compareça na mobilização do dia 11 de junho, na Praça do Buriti, para que a gente não deixe acontecer mais esse ataque ao funcionalismo público e aos nossos direitos”, afirmou.