Reunião pública dia 08/06 na CLDF debaterá orçamento 2027 em meio à crise BRB-Master

Os debates acerca da LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias – são importantes todos os anos, mas, em 2026, a importância é ainda maior. A lei que definirá as prioridades do orçamento público para 2027, indicando como os recursos serão distribuídos, será debatida e votada em meio à maior crise financeira da história do Distrito Federal, causada pelo governo de Ibaneis e Celina com a crise envolvendo o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília).

Na segunda-feira 8 de junho, na sala das comissões da Câmara Legislativa (CLDF), às 14h, acontece uma reunião pública para dar início aos debates da LDO 2027. O evento é convocado pelo deputado distrital Gabriel Magno (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura (CEC). O Sinpro mobiliza e incentiva a participação dos profissionais do Magistério público do DF, dada a gravidade da conjuntura.

Conjuntamente com a Educação, diversos sindicatos do funcionalismo público do Distrito Federal se unem em mobilização contra os cortes de cargos e concursos, arrocho e congelamento salarial. A partir de 13h, os manifestantes farão visitas a gabinetes parlamentares e, depois, participarão da reunião pública.

O calendário de lutas e mobilizações prevê ainda paralisação do funcionalismo público distrital no dia 11 de junho e ato em frente ao Palácio do Buriti a partir das 9h30. Nessa data, serão disponibilizados ônibus saindo de diversos pontos do Distrito Federal, em locais a serem divulgados posteriormente.

 

Esse prejuízo não pode ser do povo

Pelo acordo assinado no Supremo Tribunal Federal (STF) em 28 de maio, o BRB obtém R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), um fundo pertencente a bancos privados, para salvar o Banco Regional de Brasília do escândalo BRB-Master. Em contrapartida, terá que “enxugar” R$ 4 bilhões do orçamento até o fim do ano, e seguir arrocho draconiano nas contas do DF até que quite o empréstimo para salvar o BRB ou até conseguir nota boa no índice Capag, que mede a capacidade de pagamento.

O acordo pode bloquear reajustes, impedir novos concursos e travar nomeações. O sacrifício não se limita ao funcionalismo público, pois não serão construídas novas creches, escolas ou UPAs. Com o impedimento de novas nomeações, também vai faltar médico e professor. Serão congeladas políticas públicas, de forma a reduzir a capacidade de investimento do Estado justamente nas áreas que mais dependem de orçamento, como saúde, educação, assistência social, transporte e segurança.

Enquanto isso, as isenções fiscais saltaram de R$ 2 bilhões para R$ 10 bilhões, um valor maior que o empréstimo conseguido para o BRB – e não se tem notícia da suspensão dessas isenções, que agora fazem muita falta às contas do DF.

 

Colaboração: Letícia Sallorenzo.