Rombo do BRB: o sacrifício é do DF e do trabalhador
O GDF de Celina Leão obteve, em acordo assinado no Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde da última quinta-feira (28/5), R$ 6,6 bilhões para salvar o Banco Regional de Brasília do escândalo BRB-Master. Em contrapartida, terá que ”enxugar” R$ 4 bilhões do orçamento até o fim do ano, e seguir arrocho draconiano até que quite o empréstimo para salvar o Banco de Brasília (BRB) ou até conseguir nota boa no índice Capag, que mede a capacidade de pagamento.
Para conseguir esse dinheiro e salvar o banco BRB das consequências de oito anos de desmandos e má-gestão, o Palácio do Buriti não hesitou em oferecer em sacrifício os serviços e os servidores públicos do Distrito Federal. Vai faltar creche, escola e UPA; vai faltar médico e professor. O funcionalismo público do DF, cerca de 8% de todos os trabalhadores do Distrito Federal, não terão aumento nem novo plano de carreira. Não haverá concurso público nem preenchimento de vagas efetivas ociosas. Tampouco novas políticas públicas que beneficiem a população. Para pagar as contas de sua administração incompetente e seus gastos perdulários, Celina ofereceu em sacrifício o trabalhador do Distrito Federal.
O índice Capag não caiu da noite pro dia. É resultado de uma gestão temerária, que priorizou gastos e investimentos em patrocínios e ações de retorno social bem duvidoso, enquanto o serviço público da capital do país carece de valorização, nomeações e melhores condições de trabalho.
Essa gestão temerária não encontrou freios em seu caminho. Ao longo de oito anos, a maioria da Câmara Legislativa do DF apoiou e aprovou essa gestão. Com a maioria amiga na CLDF, a compra fraudulenta do banco Master foi aprovada em questão de minutos, ainda que sob a reprovação das poucas vozes de oposição. Antes disso, R$ 12,2 bilhões já haviam escorrido pelo ralo, quando o BRB adquiriu títulos podres do banco de Daniel Vorcaro.
Como resultado da falta de freio às ações e gestões temerárias do governo Ibaneis Celina, o BRB perdeu dinheiro, tamanho, relevância e importância. Enquanto isso, as isenções fiscais saltaram de R$ 2 bilhões para R$ 10 bilhões, um valor maior que o empréstimo conseguido para o BRB – e não se tem notícia da suspensão dessas isenções, que agora fazem muita falta às contas do DF.
Nenhum trabalhador do DF aprovou a movimentação temerária do BRB. Nenhum servidor do DF corroborou os atos do DF. Pelo contrário, os sindicatos denunciavam as relações fraudulentas entre Daniel Vorcaro e todo o governo Ibaneis Rocha/Celina Leão.
O acordo assinado por Celina promete resolver a vida do BRB complicando o cotidiano de todo o Distrito Federal. Esse acordo não é bom para você.
