Sinpro participa da abertura do XIX ENEJA e aponta impactos da escala 6×1 na educação

“Sempre há tempo para recomeçar”, disse a diretora do Sinpro Márcia Gilda durante a abertura do XIX Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos (ENEJA). O evento foi realizado na Câmara Legislativa do DF (CLDF) na última quarta-feira (27/5) e reuniu lideranças políticas, representantes de instituições de ensino, movimentos sociais e delegações de estudantes de diferentes estados do país.

A sindicalista lembrou que tem uma ligação especial com a modalidade de ensino: foi aluna e, anos depois, professora. Segundo ela, o segmento educacional é estratégico para garantir o direito à educação a pessoas que, por algum motivo, não conseguiram concluir os estudos na idade adequada.

Para a diretora do Sinpro, jornadas de trabalho excessivas estão entre os fatores que dificultam a permanência e o desempenho de jovens e adultos trabalhadores nas escolas. Nesse sentido, ela destacou que o fim da escala 6×1, aprovado na Câmara dos Deputados na última quarta (27/5), é uma política pública estratégica, que incentivará a permanência desse público nas salas de aula.

“Sabemos que a escala 6×1 é desumana, principalmente para as mulheres. Reduzir jornadas exaustivas significa garantir mais tempo para o descanso, para a convivência familiar e para os estudos. Quando o trabalhador tem condições mais dignas de vida, aumentam também as possibilidades de acesso e permanência na educação”, afirmou.

 

Para Márcia Gilda, escala 6×1 impacta permânencia de estudantes na sala de aula

 

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É preciso avançar

O secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Cláudio Antunes, lembrou que, em governos progressistas, houve avanços nas políticas voltadas à educação de jovens e adultos. Entretanto, ainda há inúmeros desafios, como a queda nas matrículas da modalidade.

“A queda nas matrículas da EJA está diretamente relacionada à necessidade de fortalecer as políticas de permanência. Estamos falando, por exemplo, da ampliação da oferta de creches, além de outras ações. Precisamos fazer mais para atender uma população que já sofreu as consequências de um país que, por opção política, historicamente enfrenta dificuldades para investir em educação”, disse o sindicalista.

Para o diretor do Sinpro e coordenador do Fórum Distrital de Educação (FDE), Júlio Barros, é necessário mobilização e organização coletiva para o futuro da educação para jovens e adultos. “Estamos no momento de preparação dos Planos Estaduais e Distrital de Educação, para o próximo decênio. É importante que, para a construção dessas políticas, vamos ocupar um espaço de disputa, seja no MEC, nos conselhos, na Secretaria de Educação, no legislativo ou nas nossas escolas”, afirmou.

O XIX Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos (ENEJA)

O encontro tem como tema “O Direito dos Trabalhadores e das Trabalhadoras a uma Educação Emancipatória: Políticas Públicas para a Educação de Jovens e Adultos nos Territórios”.

O evento será realizado de 27 a 30 de maio em Brasília, com uma programação que inclui mesas-redondas, grupos de trabalho, debates temáticos, plenárias e atividades culturais. O Sinpro participará de todas ações.

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