CNTE discute formação de professores/as no XV Seminário Paulo Freire, em Recife

notice

Recife sediou, de 12 a 14 de maio, o XV Seminário Paulo Freire e o XIII Encontro de Cátedras e Grupos Paulo Freire. O evento é uma realização da Cátedra Paulo Freire da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), para promover debates acadêmicos, artísticos e culturais. A CNTE esteve presente com a participação da secretária de Relações  Internacionais da CNTE, Marília Cibelli, na mesa de abertura.

Representantes de universidades, entidades educacionais e movimentos sociais se reuniram em torno do tema “Formação de professoras(es): políticas públicas, contradições e resistências”. Marília, que é formada pela UFPE e secretária de Assuntos Educacionais do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em Educação de Pernambuco (Sintepe), afirmou que a luta pela instrução qualificada de docentes é um tema caro para a CNTE.

“Uma das lutas que a CNTE trava é a revogação da possibilidade da formação inicial de professores se dar em modelo EAD [Educação à Distância]. Nós defendemos a formação presencial, porque entendemos a importância desse preparo para a educação pública que queremos: uma educação laica, gratuita, inclusive de qualidade socialmente referenciada, e ainda porque não dizer popular, como diz Paulo Freire”, disse Marília.

A secretária mencionou a nota pública divulgada pela CNTE na terça-feira (12), que trata da reformulação de legislações da Resolução CNE/CP nº 4/2024, que dispõe sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior de Profissionais do Magistério da Educação Escolar Básica. O formato de ensino EAD é abordado nas discussões do Conselho Nacional de Educação.

Marília defendeu o pluralismo de ideias estimulado pelas instituições públicas: “Frente à crescente mercantilização do saber, a universidade pública resiste como lugar de formação integral, onde o professor é preparado para entender as desigualdades estruturais da sociedade brasileira. Inspirado em um legado freiriano, reafirmamos que a formação de professores nas universidades públicas é o solo fértil, onde a esperança se transforma em resistência e a resistência em transformação social.”

Jameson Ramos/SINTEPEJameson Ramos/SINTEPE

Também participaram do evento a vice-presidente do Sintepe, Cíntia Sales, a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores de Educação de Jaboatão dos Guararapes (SINPROJA), Séphora Freitas, e o diretor executivo adjunto da CNTE Ronildo do Nascimento.

Programação

O Seminário Paulo Freire reuniu pesquisadores, educadores e entidades de todo o país em uma programação voltada à valorização da educação, da formação docente e da construção de políticas públicas comprometidas com a transformação social.

Foram realizadas mesas de diálogos, palestras, rodas de conversa e sessões que colocaram a construção de um projeto pedagógico e de sociedade humanizado no centro do debate. A agenda nos três dias foi estruturada em três subtemas sobre formação de professores: humanização e compromisso político, financiamento e valorização profissional e desafios da docência e ousadia pedagógica.

Fonte: CNTE