CNTE se solidariza com greve iniciada pelos educadores da rede municipal de Goiânia

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Os/as trabalhadores/as em educação de todo o país manifestam o seu irrestrito apoio à greve dos trabalhadores e trabalhadoras em educação da rede municipal de ensino de Goiânia, deflagrada nesta terça-feira, dia 12 de maio. A paralisação, decidida soberanamente em Assembleia Geral ocorrida no último dia 07 de maio, é o resultado direto da ausência de diálogo efetivo e da falta de respostas concretas por parte da Administração Municipal diante das justas reivindicações da categoria.

A educação pública de qualidade não se faz apenas com discurso, mas com a valorização real daqueles que a constroem cotidianamente. A decisão pela greve é um recurso extremo, adotado após esgotadas as tentativas de negociação, e visa garantir direitos históricos que vêm sendo negligenciados pela Prefeitura de Goiânia.

A pauta de reivindicações apresentada pelo conjunto dos/as educadores/as reflete anos de defasagem e a necessidade urgente de justiça salarial e funcional. O piso salarial do magistério é uma dessas questões: é fundamental o cumprimento imediato do reajuste do piso para os/as professores/as, garantindo o que determina a legislação federal. Não menos importante, a implementação do Plano de Carreira dos Administrativos, que seja digno para os/as funcionários/as da educação da rede de ensino da cidade é pilar fundamental para o funcionamento das unidades escolares. Funcionário/as de escola é também educador/a!

As questões financeiras do conjunto da categoria também não podem ser negligenciadas: é urgente o pagamento e regularização das progressões de carreira e da data-base dos/as funcionários/as da educação, combatendo a corrosão inflacionária dos salários. Da mesma forma, o cumprimento efetivo da lei que visa o descongelamento de direitos e a recuperação do tempo de serviço é também imperativo a se cumprir, de igual maneira com a aplicação imediata da lei de enquadramento, garantindo o correto posicionamento dos/as servidores/as em suas respectivas tabelas salariais.

Precarizar o trabalho docente e administrativo é, em última análise, precarizar o ensino oferecido aos filhos e filhas da classe trabalhadora de Goiânia. A luta desses/as profissionais é, portanto, uma luta de toda a sociedade em defesa de uma escola pública, gratuita e de qualidade.

Exortamos a Prefeitura Municipal de Goiânia a sair da inércia e apresentar uma proposta que contemple as demandas da categoria, respeitando a dignidade dos profissionais da educação.

Todo apoio à greve da educação municipal de Goiânia!

Valorizar o/a servidor/a é priorizar o futuro!

 

Brasília, 13 de maio de 2026

Direção Executiva da CNTE