Lula encerra participação na Mobilização Progressista Global em Barcelona e destaca papel do Brasil na nova agenda social
O presidente Lula foi um dos líderes políticos presentes na Mobilização Progressista Global (MPG), evento realizado em Barcelona e reuniu ativistas e pensadores progressistas de todos os continentes. A 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia consolidou uma articulação internacional voltada à defesa da democracia, da justiça social e do multilateralismo, em um contexto de avanço da extrema direita em diferentes regiões do mundo.
Além de Lula, também participaram lideranças como o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e a primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley. Também compareceram lideranças como Gustavo Petro, Yamandú Orsi e António Costa, além de representantes de organismos internacionais, parlamentares, intelectuais e dirigentes sindicais.
Um dos dirigentes presentes foi Antônio Lisboa, profundo conhecedor das redes globais de centro-esquerda e representante dos Trabalhadores no Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho (OIT), e um dos responsáveis pela convocação para o evento. O sindicalista atuou para que o Brasil não apenas comparecesse, mas ocupasse posição de destaque na nova coalizão.
Lula critica guerras e desigualdade
Ponto alto do evento, o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no encerramento da Mobilização Global Progressista, destacou a necessidade de coerência das forças progressistas. Lula criticou o modelo econômico neoliberal e fez um apelo pela paz global.
Ao abrir sua fala, Lula destacou o caráter político do encontro e afirmou que a iniciativa busca reafirmar o papel da democracia no cenário internacional. “Tenta mostrar ao mundo que a democracia não morreu, que tenta mostrar ao mundo que ninguém precisa ter vergonha de ser progressista ou de ser de esquerda”, disse, ao elogiar o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, pela organização do evento.
O presidente brasileiro ressaltou que o encontro não deve se limitar ao debate pontual e defendeu uma mobilização contínua. “O que nós estamos fazendo aqui é o começo de um movimento que tem que agir todo santo dia, durante toda semana, todo mês e durante 365 dias por ano”, afirmou.
Lançamento de plataforma alternativa
A iniciativa, promovida pela Internacional Socialista (IS), pelo Partido dos Socialistas Europeus (PSE) e pela Aliança Progressista (AP), teve como objetivo lançar uma plataforma comum para oferecer uma alternativa necessária às forças conservadoras e de extrema-direita.
O encontro, que ocorreu nos dias 17 e 18 de abril de 2026, foi aberto com seminários sobre políticas públicas e ferramentas de comunicação. No dia seguinte, Lula subiu ao palco ao lado de anfitriões como o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, e o ex-premiê sueco Stefan Löfven, idealizadores da MPG. Em seu discurso, o presidente brasileiro defendeu a urgência de “transformar convicção em ação e ambição em resultados”, ecoando o lema do movimento.
Antônio Lisboa, que há anos representa os trabalhadores no principal órgão decisório da OIT, tem sido uma voz ativa na defesa de políticas de justiça social e democracia no ambiente de trabalho — pilares que agora integram a carta de princípios da MPG. Sua presença garantiu que pautas como trabalho digno, proteção social e diálogo social tripartite fossem incorporadas às discussões do seminário preparatório realizado na quinta-feira.
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