Coletivo LGBTQIA+ da CNTE se reúne para reforçar campanha contra LGBTfobia

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realizou na quinta-feira (23) uma reunião virtual do Coletivo Nacional LGBTQIA+ para organizar as ações da campanha contra LGBTfobia. A iniciativa ocorre em alusão ao Dia Internacional contra a LGBTfobia, celebrado em 17 de maio.
O encontro foi conduzido pelo secretário de Direitos Humanos da CNTE, Zezinho Prado, com participação de secretários/as de Direitos Humanos e LGBTQIA+ de entidades afiliadas detodo o Brasil. Zezinho iniciou a fala lembrando a relevância da data em maio.
“Esse é talvez um dos dias mais importantes para a nossa comunidade, que é quando a OMS (Organização Mundial da Saúde) tirou do CID (Código Internacional de Doenças) o que, inclusive, se chamava na época de homossexualismo. O ‘ismo’ indicava doença, hoje é homossexualidade”, explica o secretário.
O secretário-geral da CNTE, Fábio Moraes, comentou o cenário estratégico de luta neste ano eleitoral: “A gente tem que eleger bancadas de pessoas que representem o que a gente pensa. Nós estamos vivendo um momento da conjuntura onde ser misógino, racista, homofóbico, transfóbico, LGBTfóbico e assassino é motivo de orgulho”, lamentou.
Viver com liberdade
Zezinho apresentou a proposta de cartaz para a campanha de 2026, com o tema “Liberdade é viver em democracia”. As ações buscam trabalhar os valores de democracia, soberania nacional e o direito de ser e existir sem medo. Foi aberto na reunião o espaço de discussão com sugestões para aprimorar o mote.
Os secretários afiliados reforçaram que os educadores devem tratar da campanha em conjunto com o racismo e outros tipos de discriminação, como a misoginia. Também é importante defender boas condições de trabalho e a saúde especializada para a comunidade LGBTQIA+, uma vez que existir em uma sociedade democrática implica o acesso à saúde de qualidade e emprego digno.
No jornal-mural temático, a luta contra LGBTfobia será trabalhada em dois eixos: divulgação da 2ª Marcha Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBTQIA+, promovida pela CUT, e comentários sobre o esforço da comunidade em conquistar mais espaço na esfera política a partir das eleições.
Mais luta durante a Parada
O segundo tópico da reunião tratou dos encontros presenciais do Coletivo Nacional durante a Parada do Orgulho LGBTQIA+, em São Paulo, que terá o tema “30 anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma”. O evento está previsto para acontecer em 7 de junho, domingo, enquanto a marcha da CUT ocupará a Praça Roosevelt na sexta-feira, 5 de junho.
A agenda detalhada será confirmada no futuro. Neste ano, a ideia é fazer uma programação com encontros conjuntos entre a CNTE, a CUT e a CONFETAM e reuniões separadas de cada entidade. Com início em 4 de junho e encerramento no dia 6, o objetivo é analisar a conjuntura atual e estruturar encaminhamentos de ações nas bases.
Em paralelo aos debates nas manhãs, a agenda à tarde será participar da Feira Cultural da Diversidade LGBT+, da 2ª Marcha Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBTQIA+ e da Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais.
A expectativa é realizar a Marcha da CUT com mais pessoas, uma infraestrutura maior nos trios elétricos, e defesa do fim da escala 6×1, contra o feminicídio e outras pautas que movimentam as lutas sindicais. No dia da Parada, a CUT terá um espaço para organizar seu bloco próprio para os trabalhadores/as.
“O importante é que a gente tenha essa participação, o máximo possível de companheiros e companheiras da CNTE”, comenta Zezinho.
Fonte: CNTE
