EC SMU e a Liga da Inclusão

As professoras da Escola Classe do Setor Militar Urbano (EC SMU) transformaram as crianças em agentes na culminância da Semana Distrital de Conscientização e Promoção da Educação Inclusiva. A partir do trabalho da professora Priscila Campos de Souza, da Sala de Recursos, foi criada a Liga da Inclusão, uma ideia simples e lúdica para promover a inclusão na prática do dia a dia, entre as crianças. Todas as turmas também elaboraram livros em que trabalharam temas como identidade, diversidade e inclusão.

O trabalho que culminou na Semana Distrital da Educação Inclusiva começou sete dias antes, com as professoras, durante a coordenação coletiva. Priscila e a orientadora educacional e pedagoga Janaína Ribeiro de Lima Felipe, da equipe especializada de apoio à aprendizagem, realizaram oficinas com as professoras em que propuseram que cada turma elaborasse um livro e trabalhassem temas como identidade e diversidade, cidadania, direitos humanos e assim cercarem o tema inclusão.

“O projeto foi pensado para promover não apenas a consicentização, mas também a valorização das potencialidades dos estudantes com necessidades educacionais especiais”, afirma Priscila.

“Esse projeto conta com temas transversais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o  Currículo em Movimento, para desenvolver três habilidades e competências: convivência, respeito às diferenças e preparação para a vida em sociedade”, explica a diretora Heloísa Helena Ferreira de Almeida.

 

Recreio Cultural e a Liga da Inclusão

A culminância do projeto foi no dia 11 de março, quando Priscila reuniu as turmas no pátio da escola e convidou todo mundo a formar parte da Liga da Inclusão. “Formamos agentes defensores da inclusão, com olhar de que o outro é tão importante quanto eu para o meio em que eu vivo. Tenho que fazer  o outro pertencente ao grupo, tenho que defender isso”, explica a professora. Todas as crianças receberam braceletes que as transformavam em agentes, fizeram juramentos e receberam quatro missões muito importantes:

 

  • Defender os direitos de todas as crianças
  • Fazer a inclusão acontecer em toda a escola
  • Criar o escudo contra o preconceito
  • Respeitar a diversidade

 

“Todos os anos, a EC SMU planeja uma atividade formal para realizar com todas as turmas da escola. Com a Liga da Inclusão, as crianças chegaram em casa empolgadas, contando à família da aventura proposta. Os pais nos trouxeram devolutivas maravilhosas. E, ao fim e ao cabo, conseguimos promover a inclusão em toda a comunidade escolar – famílias inclusive”, explica Janaína. “Esse movimento fortalece a construção de uma escola mais humana e inclusiva, onde cada voz é valorizada — das crianças, dos profissionais e de toda a comunidade escolar — e onde todos se reconhecem como parte desse espaço”, completa.

“A criatividade da equipe pedagógica da EC SMU é um diferencial relevante e de extrema importância, que faz parte de um trabalho contínuo de anos desenvolvido pela escola. Infelizmente, os últimos sete anos em Brasília não têm sido os anos mais felizes da educação inclusiva. Vemos salas superlotadas e uma gestão governamental simplesmente incapaz de compreender e agir para incluir estudantes e garantir que todos e todas tenham seu direito constitucional à educação de qualidade garantido por lei. Espero que em outubro o Distrito Federal resolva esse problema”, aponta a diretora do Sinpro Regina Célia.