Golpistas usam processos judiciais para tentar enganar professores da rede pública do DF

Uma tentativa de golpe relatada por uma professora da rede pública do Distrito Federal acende um alerta para a categoria. A estratégia utilizada pelos criminosos envolve o uso indevido de informações reais, como ações judiciais movidas pelo Sinpro em andamento, para induzir vítimas a fornecer dados bancários ou autorizar operações financeiras, além do uso de videochamada para aplicar o golpe da selfie ou da biometria (reconhecimento facial).

A professora vítima da situação informou ao Sinpro como tudo aconteceu. Para protegê-la, o sindicato mantém o anonimato da fonte e alerta a categoria a não fornecer informações, não transmitir imagens nem aceitar ligações por videochamada. Caso esse tipo de abordagem aconteça, a orientação é denunciar ao sindicato e à polícia. Certifique-se de que o número de telefone que entrou em contato com você é do canal oficial do Sinpro (61 3343-4200) ou do Escritório Resende Mori Hutchison Advocacia (61 3031-4400). Se não for nenhum desses números, não atenda porque não é ligação oficial.

A entidade sugere também o uso do sistema BC Protege para maior segurança. Para conhecer o sistema, acesse o site do governo federal “Serviços e Informações do Brasil”. O governo federal também disponibiliza o serviço de proteção do CPF e do CNPJ, acessível em: Impedir/Permitir participação do meu CPF no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).

O Sinpro informa ainda que, embora os dados sensíveis dos processos movidos pela entidade estejam sob segredo de Justiça, todos os processos judiciais do país são públicos e podem ser consultados por advogados. Por isso, é fundamental redobrar a atenção e sempre verificar a autenticidade de qualquer contato antes de adotar qualquer procedimento.

Tudo começou pelo WhatsApp

A professora relatou que o contato inicial ocorreu, nesta semana, por meio de uma mensagem de WhatsApp que simulava ser de um escritório jurídico. O conteúdo trazia linguagem formal, identidade visual semelhante à de comunicações oficiais do Sinpro e informava que a professora teria vencido uma ação judicial, com valores a receber. Ela conta que, apesar de o número ser diferente do habitual, a mensagem não despertou desconfiança imediata. Confira se o número em contato com você é o do Sinpro (61 3343-4200) ou o do Escritório Resende Mori Hutchison Advocacia (61 3031-4400). Se não forem esses números, não é ligação oficial.

No dia seguinte, os golpistas retomaram o contato, reforçaram a narrativa anterior de que o processo havia sido concluído e que o setor financeiro faria a liberação do pagamento. Em seguida, uma nova abordagem foi feita por telefone. Um homem se apresentou como responsável pelo financeiro e passou a orientar a vítima sobre supostos procedimentos necessários para “ativar” o recebimento.

Durante a ligação, o golpista solicitou a realização de uma videochamada e pediu que a professora acessasse o aplicativo do banco enquanto conversava com ele. A orientação incluía buscar funcionalidades inexistentes e tentar acessar diferentes contas bancárias. Em alguns momentos, o interlocutor demonstrou ter conhecimento sobre a existência de mais de uma conta em nome da vítima, o que aumentou a pressão para que ela seguisse as instruções.

A situação gerou desconfiança quando o suposto atendente insistiu para que a professora acessasse áreas relacionadas a crédito e empréstimos. Diante das inconsistências e da falta de clareza nas orientações, ela informou que iria confirmar as informações diretamente com o jurídico oficial do Sinpro. Nesse momento, a ligação foi encerrada abruptamente.

A vítima não realizou nenhuma operação sensível e conseguiu evitar prejuízos. Após o ocorrido, comunicou o banco e adotou medidas preventivas para proteger seus dados. Esse tipo de golpe se baseia em engenharia social e explora a expectativa das vítimas em relação a processos e valores a receber. O uso de nomes, cargos e elementos visuais semelhantes aos de instituições reais aumenta a credibilidade da fraude e dificulta a identificação imediata. Confira como reconhecer o golpe e se proteger.

Principais etapas do golpe e como se proteger 

O primeiro passo é certificar se o número do telefone em contato com você é do canal oficial do Sinpro (61 3343-4200) ou do Escritório Resende Mori Hutchison Advocacia (61 3031-4400). Em seguida, confira as seguintes etapas e veja como se proteger: 

  • Envio de mensagem com identidade visual de escritório jurídico e informação de “causa ganha”.
    Como se proteger: sempre confirmar a informação diretamente com o canal oficial da instituição antes de qualquer ação. Canais oficiais: Sinpro (61 3343-4200) ou do Escritório Resende Mori Hutchison Advocacia (61 3031-4400).
  • Retomada do contato com reforço da narrativa e promessa de liberação de valores.
    Como se proteger: desconfiar de comunicações que envolvam dinheiro e urgência, especialmente sem aviso prévio.
  • Ligação de suposto setor financeiro com linguagem técnica e uso de nome fictício.
    Como se proteger: não confiar apenas na fala do interlocutor; verificar identidade por meios independentes.
  • Solicitação de videochamada para dar aparência de legitimidade.
    Como se proteger: lembrar que videochamadas não garantem autenticidade e podem ser usadas em fraudes.
  • Pedido para acessar aplicativo bancário durante a ligação.
    Como se proteger: nunca acessar banco ou realizar operações sob orientação de terceiros.
  • Indicação de funções inexistentes e tentativa de direcionar para áreas de crédito.
    Como se proteger: interromper imediatamente ao identificar instruções confusas ou incoerentes.
  • Demonstração de conhecimento sobre dados da vítima para aumentar a pressão.
    Como se proteger: não confirmar nem complementar informações pessoais ou bancárias.
  • Encerramento da ligação quando a vítima menciona checagem com canais oficiais.
    Como se proteger: sempre confirmar informações com instituições legítimas antes de prosseguir com qualquer procedimento.