Trabalhadores da educação de MG aprovam greve por tempo determinado

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A assembleia dos trabalhadores e trabalhadoras em educação da rede pública de Minas Gerais, realizada na quarta-feira (18), aprovou a realização de uma greve por tempo determinado nos dias 24, 25 e 26 de março.

Além da reivindicação pela recomposição das perdas salariais, a categoria pretende concentrar esforços na denúncia do leilão de escolas estaduais, previsto para o dia 25 de março, na B3, em São Paulo, e acompanhar a tramitação do projeto de lei que propõe reajuste de 5,4% nos vencimentos.

Durante a assembleia, também foi definido um calendário unificado de lutas. Entre as ações previstas estão a paralisação de 72 horas, atividades contra o leilão das escolas públicas e pressão sobre a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no dia 24.

No dia 25, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) realizará mobilizações conjuntas com outras entidades. Estão programados atos simultâneos, incluindo uma manifestação em São Paulo, com representação da categoria, e atividades em cidades mineiras como Belo Horizonte e Montes Claros, com foco na denúncia da privatização da educação pública.

Em nota pública, o sindicato avaliou que a decisão de iniciar a greve no início de março foi um ato de coragem da categoria e reforçou o compromisso com a defesa de direitos e da dignidade profissional.

Segundo a entidade, a mobilização foi construída no cotidiano das escolas, mesmo diante das dificuldades e da postura do governo estadual. “Ao imobilismo, respondemos com organização. À indiferença, com mobilização”, destaca o texto.

O Sind-UTE/MG também denunciou a existência de ameaças de cortes e tentativas de pressionar os trabalhadores, mas ressaltou que a categoria demonstrou resistência diante desse cenário.

Para a entidade, a condução das negociações por parte do governo evidencia intransigência e desrespeito às reivindicações apresentadas, além de ignorar a realidade vivida nas escolas públicas do estado.

Disputa sobre o futuro da educação

O sindicato avalia que o momento exige ampliar o diálogo com a sociedade e fortalecer a mobilização em defesa da escola pública. Segundo a nota, há uma disputa em curso sobre o modelo de educação.

De um lado, afirma o Sind-UTE/MG, estaria um projeto de desmonte e precarização. De outro, a defesa de uma educação baseada na valorização dos profissionais, na garantia de direitos e na compreensão da escola pública como um bem coletivo.

Fonte: CUT