Educadores brasileiros se solidarizam com o povo cubano

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Os/as educadores/as brasileiros/as manifestam o seu mais irrestrito apoio à Revolução Cubana, seu atual governo e ao seu heroico povo que, diante de todas as agressões e adversidades impostas pelo bloqueio estadunidense, ainda tem que se submeter às ameaças veladas e propaladas pelo atual mandatário dos Estados Unidos de invadir o país por meio de incursões terrestres das Forças Armadas imperialistas.

Vítima dos Estados Unidos há mais de seis décadas, o povo cubano resiste com dignidade a violência imposta por esse bloqueio que, amplamente condenado pela comunidade internacional, tem causado profundos prejuízos à vida cotidiana da população cubana, limitando o acesso a bens essenciais, remédios e medicamentos básicos, dificultando o desenvolvimento econômico, restringindo o intercâmbio científico e cultural e ferindo a dignidade humana mais básica.

Reafirmamos que nenhum povo deve ser submetido a medidas coercitivas que atentem contra sua soberania e seu direito à autodeterminação. A Revolução Cubana, símbolo de resistência e de busca por justiça social, continua sendo alvo de pressões externas que tentam sufocar suas conquistas. A atual ameaça feita pelo presidente Donald Trump intensifica ainda mais esse cenário de hostilidade, representando um retrocesso no caminho do diálogo e da convivência pacífica entre as nações.

Defendemos o fim imediato do bloqueio e o respeito à soberania de Cuba e de toda a América Latina. É hora de a comunidade internacional se unir em torno da justiça, da solidariedade e da defesa dos direitos humanos, para que o povo cubano possa viver plenamente, sem as amarras de uma política de isolamento que já se prolonga por demasiados anos.

O cenário atual, desde pelo menos o ano de 2025, se coloca ainda mais desafiador para o governo da ilha caribenha. O Departamento de Estado dos EUA anunciou no ano passado novas sanções contra autoridades cubanas, incluindo o seu Presidente, Miguel Díaz-Canel, o ministro da Defesa, Álvaro López Miera e o ministro do Interior, Lázaro Alberto Álvarez Casas. Essas sanções envolvem restrições de visto e atingem também familiares próximos. Foram impostas, ainda, medidas que afetam hotéis e empreendimentos ligados ao setor turístico, dificultando o acesso de Cuba a divisas estrangeiras, uma das principais fontes de receita da ilha. Por fim, já nesse ano de 2026, o presidente Donald Trump declarou que uma ofensiva contra Cuba é “questão de tempo” e já implementou restrições à venda de petróleo, agravando os problemas de abastecimento energético da ilha. Ainda há riscos de novos sequestros ilegais que atentam contra a integridade dos líderes cubanos e a soberania do país.

Estamos solidários, e não de hoje, ao povo cubano e sua Revolução que nos inspira ética e politicamente a muitos anos. E não será agora, diante de mais essas agressões de um governo comandado por uma extrema direita torpe, que nos renderemos. Seguiremos firmes e unidos ao povo de Cuba, seu governo e sua Revolução!

Fonte: CNTE