14 de novembro | Dia Nacional da Alfabetização
Os números são positivos: segundo os dados do Censo de 2022, 93% da população com 15 anos ou mais é alfabetizada. Entre a população em fase de alfabetização, até 8 anos de idade, esse índice é de 59,2%.
O Distrito Federal tem a menor taxa de analfabetismo. Mas, segundo dados de 2023 do IBGE, havia cerca de 42 mil pessoas analfabetas, sem o direito de exercer plenamente sua cidadania. Desse total, pouco mais da metade (26 mil pessoas) têm 60 anos ou mais. Como alcançar essas pessoas, claramente público-alvo da Educação de Jovens e Adultos?
A população não alfabetizada e que não concluiu a educação básica está principalmente em cidades do interior e na zona rural, dispersa no território; grupos sociais minorizados (negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência) e em situação de vulnerabilidade têm taxas de analfabetismo muito maiores; as matrículas da EJA têm caído consistentemente nos últimos anos (22% nos últimos 4 anos). Há desafios na oferta (prioridade política, recursos), na atração de estudantes e na conclusão dos estudos); baixa prioridade à modalidade; a organização da escolas (tempos, espaços, currículo, material didático e formação de professores) costuma ser pouco flexível para atender ao público da EJA; as escolas frequentemente estão muito distantes ou até inacessíveis para o público da EJA.
A estratégia para expansão das ofertas passa por aumento da ponderação EJA no Fundeb; mais recursos para ampliação de turmas; expansão da oferta e atração de estudantes via Projovem; adicional no Bolsa Família para EJA (EF I) e campanha nacional de mobilização.
É preciso, portanto, insistir e cobrar dos gestores públicos os compromissos firmados para com a educação do povo.
A você, alfabetizador(a) do DF, neste 14 de novembro o Sinpro parabeniza pelos esforços empreendidos ao longo de sua jornada, seja na educação infantil, seja no infelizmente dilacerado EJA.
