Por administrador em 03/abr/2009

Umesb defende mentiras do GDF



A União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas – Umesb, historicamente governista, presta mais um serviço para o GDF. Num momento em que os professores das escolas públicas se mobilizam para defender o respeito ao acordo firmado com o governo em 2007, a entidade distribui um jornal intitulado “Tribuna do Estudante”, com matérias contrárias a nossa greve.

A Umesb, que não representa os estudantes secundaristas defensores de uma escola pública com qualidade, faz uma defesa vergonhosa do GDF. O mesmo governo que tenta agora dar um calote na categoria, ameaçando não cumprir o acordo que garante, por lei, um reajuste de 19, 98% para os professores.

Em suas fracas argumentações, o jornal usa declarações do secretário do Planejamento, da Educação e do próprio Governador Arruda. Trazem de volta o mesmo falso discurso da crise e da falta de recursos que conhecemos há muito tempo.

Ao patrocinar ações deste tipo o governo Arruda só consegue deixar os professores mais irritados: já não basta a manipulação da grande imprensa? Agora temos que ver estudantes que deveriam estar nas ruas para exigir um ensino de qualidade, fazendo esse papel vergonhoso.

Nesta sexta-feira (03), eles chegaram de manhã cedo ao CEAN e sem pedir autorização, entraram em salas de aulas para distribuir o jornal. Quando professores reclamaram dessa ação, eles, que aparentam ter mais de 20 anos e diziam fazer um “trabalho” para o GDF, afirmaram que ligariam para o secretário de Educação em função dessa abordagem dos professores.

A que ponto chegamos! Isso é mais um desrespeito que os professores devem denunciar e prova o desespero do governo Arruda diante da forte mobilização e determinação da categoria em não aceitar o calote.

Esta Umesb há tempos tem ligação com o GDF e é sempre utilizada quando estamos em luta para tentar jogar os estudantes contra os professores. Mas os estudantes realmente preocupados com a situação da escola pública, nós sabemos, estão do nosso lado e não se deixarão representar por uma entidade cooptada pelo governo.

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