Por administrador em 06/nov/2014

Terceirizados pressionam para reverter demissões no governo



Trabalhadores terceirizados que prestam serviços de limpeza e conservação em diversos órgãos do Governo dos Distrito Federal (GDF) realizaram na manhã desta quinta-feira (6) mais um ato de protesto, na Praça do Buriti, em frente à sede do governo.

Por não estarem recebendo os repasses previstos em contrato com o GDF, as empresas tomadoras dos serviços passaram a promover demissões em massa. Quando não é isso, os salários atrasam, assim como o vale-tranporte. Os atrasos já atingem cerca de 6 mil terceirizados, que estão sob risco de demissão.

“Só em uma das empresas houve a demissão de 900 trabalhadores, com a possibilidade de mais 800 dispensas nos próximos dias”, disse o dirigente do Sindiserviços – sindicato que representa os terceirizados no DF – Antônio de Pádua Lemos. Ele explicou que, com a redução do quadro de pessoal nas empresas, “os remanescentes são deslocados de um setor, já precarizado, para cobrir outro. É hora de o GDF fazer a sua parte e não virar as costas para os trabalhadores”.

Presente ao ato, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços, Alci Matos Araújo, lembrou que o “recebimento do salário é um direito sagrado”, questionando onde está o compromisso social do governo.

sindiservicos_interna“Espero que Agnelo deixe o Buriti com o mínimo de dignidade, que cumpra suas obrigações. Vamos lutar para os avisos de dispensa sejam rasgados, reintegrando os trabalhadores”, destacou em sua fala o secretário de Finanças da CUT Brasília e vice-presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio e no Setor de Serviços do DF (Fetracom) Julimar Roberto de Oliveira Nonato.

No fim da manhã, um grupo de dirigentes sindicais foi recebido pelo secretário Wilmar Lacerda (de Administração Pública). O objetivo do encontro é saber o que o GDF pretende fazer para solucionar o problemas dos terceirizados.

Até o fechamento deste texto, às 12h30, a reunião não havia terminado.

Aguarde mais informações.

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Fonte: CUT Brasília.

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